Quarta feira, 24 de abril de 2019 Edição nº 15157 09/02/2019  










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'Foi coisa de Deus estar vivo', diz sobrevivente

YALA SENA
Da Folhapress – Teresina (PI)

O jogador Samuel Barbosa Costa, 16, das categorias de base do Flamengo, afirmou que foi um pesadelo o incêndio que atingiu o Ninho do Urubu na sexta-feira e matou ao menos dez pessoas.

"Foi coisa de Deus estar vivo. Acordei por volta das 5h com uma fumaça forte no quarto, saí para saber o que estava acontecendo e vi muita fumaça e fogo", disse Samuel, que é zagueiro das categorias de base do clube e mora no Rio de Janeiro há seis anos.

De acordo com o jogador, o incêndio atingiu um contêiner com oito quartos e o seu era o segundo.

"O clima é de muita tristeza, ninguém acredita, é um pesadelo", disse o atleta à reportagem.

Para acalmar os familiares que moram em Teresina (PI), Samuel gravou um vídeo após o incêndio para dizer que estava bem.

Na gravação, ele relata os momentos de sofrimento.

"A maioria dos atletas está bem. Alguns não conseguiram porque a intensidade de fogo era muita, muita. Aconteceu que o ar-condicionado pegou fogo, daí foi gerando um curto-circuito em todos os ar-condicionados, pegando tudo. Foi muito rápido, muito rápido. Não deu pra conseguir chamar quase ninguém", disse o zagueiro.

A família de Samuel foi do Piauí para o Rio há dois anos para que o jovem tentasse uma oportunidade no clube.

O Flamengo só abriga atletas de fora do estado. O rapaz ficava no alojamento de contêineres no CT. Sua família mora próximo, em uma casa no bairro de Vargem Grande.

Segundo Marcia Santos, 34, madrinha de Samuel, as informações chegaram às 5h para a família, e o Flamengo avisou que seu parente não corria risco às 7h.

O estudante Augusto de Almeida, 16, é amigo de dois jogadores da base do Flamengo.

Ele conta que um atleta de nome Samuel (ele não disse o sobrenome), natural de Minas Gerais, relatou que acordou no meio da noite com o barulho do incêndio, com a estrutura estalando a medida que queimava.

"Ele falou que quando acordou as chamas já estavam muito altas", disse.

O jovem teria enrolado uma camiseta no rosto para evitar intoxicação pela fumaça e corrido para a saída.

O amigo teria relatado que enquanto escapava do quarto, ouviu uma explosão como a de um bujão de gás estourando.

"Ele está muito abalado porque viu que vários amigos não conseguiram fugir. É um amigo nosso, um garoto batalhador. Não sabemos o que vai acontecer agora", disse.

Até as 13h50 o Flamengo ainda não havia divulgado uma lista com o nome das vítimas. Segundo a reportagem apurou, muitos corpos ficaram irreconhecíveis e por isso a demora na divulgação das vítimas.

O clube está fazendo um esquema para levar parentes dos atletas ao Rio.



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