Sexta feira, 23 de agosto de 2019 Edição nº 15157 09/02/2019  










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Sindicatos recebem chuva de ligações sobre corte nos salários

PAULA SPERB
Da Folhapress – Porto Alegre

Desde que sete estados pediram, em carta, ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) para que possam reduzir jornada de trabalho e salários dos seus servidores em caso de queda nas receitas, os sindicatos das categorias têm recebido uma "chuva de ligações" de trabalhadores preocupados.

Este é o relato das entidades procuradas por reportagem no Rio Grande do Sul, estado que completará quatro anos de parcelamentos dos salários, medida que causa um efeito cascata na economia gaúcha. Além do RS, também assinaram a carta ao ministro Dias Toffoli, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul.

"Só hoje recebemos mais de 200 ligações, foi uma chuva. As pessoas estão preocupadas se vão receber. Todos estão em pânico", disse à reportagem Nelcir Andre Varnier, presidente do Sintergs (Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul).

O Sintergs representa categorias como médicos, dentistas, engenheiros e advogados que trabalham para o estado. Segundo o presidente, o impacto maior da medida, se aprovada, será sobre a população, que contará com serviços ainda mais precarizados.

O número de telefonemas com dúvidas também aumentou no SindsepeRS (Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul). "Vai diminuir o atendimento à população e vai diminuir o salário de quem já recebe atrasado e pouco, fica pior ainda.

"As pessoas já estão enroladas em empréstimos porque não recebem em dia. A a gente espera que o STF não ceda aos encantos dos governadores. Tem outras formas de fazer ajuste, pode cortar CCs (cargos comissionados ou de confiança). Sem falar em reduzir a isenção fiscal e cobrar os sonegadores", disse Diva Luciana Flores da Cost, diretora do SindisepeRS.

Uma das áreas mais sensíveis em atendimento direto à sociedade é a da segurança pública, que enfrentou grave crise com alta nos índices no governo passado, de José Ivo Sartori. Por isso, as entidades do setor esperam que não sejam feitos os cortes.

"Vai reduzir o que já está reduzido? São 16.000 policiais quando deveriam ser 35.000, todos com parcelamento de salário, sem saber a data exata do pagamento", disse Leonal Lucas, presidente da Abamf (Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar).



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