Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 15157 09/02/2019  










SUPREMOAnterior | Índice | Próxima

Gilmar Mendes é investigado pela Receita

O magistrado também informa que não recebeu "qualquer intimação referente ao suposto procedimento fiscal e também não tive acesso ao seu inteiro teor"

ARQUIVO
Segundo o ministro Gilmar Mendes, nenhum fato concreto é apresentado nos documento "que foram vazados à imprensa"
MÔNICA BERGAMO
Da Folhapress – São Paulo

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou ofício ao presidente da Corte, Dias Toffoli, pedindo a adoção de "providências urgentes" para apurar a iniciativa de auditores fiscais de investigar a ele e a seus familiares sem "nenhum fato concreto" que pudesse motivar a devassa.

Ele pede ainda que seja apurado o vazamento das informações.

Ontem, a coluna Radar, da revista Veja, revelou que a Receita Federal abriu um procedimento para identificar supostos "focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência" do magistrado e de sua mulher, Guiomar Mendes.

Nos documentos, os agentes afirmam ainda, de forma genérica, que "o tráfico de influência normalmente se dá pelo julgamento de ações advocatícias de escritórios ligados ao contribuinte ou seus parentes, onde o próprio magistrado ou um de seus pares facilita o julgamento".

No ofício enviado a Toffoli, o ministro Gilmar Mendes diz que os funcionários da Receita fizeram "ilações desprovidas de qualquer substrato fático" não apenas a ele mas "em relação a todo o Poder Judiciário".

Mendes relata a Toffoli que "auditores fiscais não identificados" da Receita estariam realizando "pretenso 'trabalho' voltado a apurar possíveis 'fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência' praticados por mim e/ou meus familiares".

Segundo ele, nenhum fato concreto é apresentado nos documento "que foram vazados à imprensa".

O magistrado também informa que não recebeu "qualquer intimação referente ao suposto procedimento fiscal e também não tive acesso ao seu inteiro teor".

Afirma ainda que os documentos deixariam claro que se trata de investigação criminal, o que "aparentemente transborda do rol de atribuições dos servidores inominados".

Ele afirma ser "evidente" que, num Estado de Direito, todo cidadão "está sujeito a cumprir as obrigações previstas em lei" e sujeito, portanto, à regular atuação de fiscalização de órgãos estatais.

Mas afirma: "O que causa enorme estranhamento e merece pronto repúdio é o abuso de poder por agentes públicos para fins escusos, concretizado por meio de uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos pré-determinados".

Diz que "referida casuística" não é inédita e se volta contra integrantes do Judiciário "em especial em momentos em que a defesa de direitos individuais e de garantias constitucionais desagrada determinados setores ou agentes".



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




17:03 Juiz prevê "prisão em massa" de membros do MPE
17:02 Os eternos donos do poder
17:02 Digital influencer
17:02 O STF e o combate ao crime organizado
17:01


17:01 Sinais de alerta na economia
17:00 Exposição em Paris transforma inteligência verde da floresta em arte
16:59 Gustavo Mioto planeja novo DVD no local de seu 1º show no Nordeste
16:59 Dupla sertaneja Diego e Victor Hugo tenta se firmar com músicas românticas
16:58 Número de discos vendidos por João Gilberto é nebuloso e trava processo milionário
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018