Domingo, 21 de abril de 2019 Edição nº 15141 18/01/2019  










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MT regista mais 39,7 mil casos de violência contra mulher em 2018

Da Reportagem

Somente no ano passado, 39.789 crimes de violência contra a mulher com idades de 18 a 59 anos foram registrados em Mato Grosso. O número corresponde a uma média de 109 registros ao dia e, ainda que preocupantes, representa uma redução de 1,9% em relação a 2017, quando ocorreram 40.550 casos envolvendo vítimas femininas.

Os dados são da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e compreendem o período de janeiro a dezembro. Segundo os dados da Sesp, do total, o rufianismo (crime que consiste em tirar proveito da prostituição alheia) e o favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual foram os que mais apresentaram redução: 83,3% (com registro de 6 casos, em 2017, e 1, em 2018) e 80% (20 casos, em 2017, e 4, em 2018), respectivamente.

Na sequência, está o crime de tortura, que consiste em "submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental". Neste a queda foi de 62,5%, sendo 16 registros, ano retrasado, e seis em 2018.

O maior número de ocorrências registradas nos dois anos é de ameaça. No ano passado, foram 14.277 casos contra 14.480, em 2017, o que representa redução de 1,4%. Lesão corporal, que é o segundo crime mais registrado, reduziu 5% (7.884 contra 8.297), seguido de injúria que, na contramão, apresentou aumento do número de casos (4.382 no ano passado e 4.022 no ano retrasado).

Com relação ao homicídio, os casos diminuíram 10,7%, já que ocorreram 67 mortes no ano passado e 75 no ano retrasado. A denunciação caluniosa também apresentou redução de 25,6% registros de um ano para outro (125 e 93 casos), e o crime de constrangimento ilegal caiu 24,3%, saindo de 1.043 ocorrências para 790. Casos de estupro também reduziram em 2018 (231 contra 251 em 2017).

Em Cuiabá, a redução de ocorrências envolvendo vítimas femininas atingiu 3,5% (7.932 casos no ano retrasado e 7.647 no ano passado. Os homicídios caíram de 10 para 8 registros, lesão corporal de 1.017 para 954, e as ameaças passaram de 1.790 para 1.761. Já Várzea Grande apresentou redução de 6,46% em todas as ocorrências, foram 3.636 em 2017 e 3.401 em 2018. O número de homicídios manteve-se o mesmo: 6 em cada ano. Os registros de lesão corporal reduziram de 617 para 518 e de ameaça 1.071 para 1.006.

Para o titular da Delegacia Especializada da Mulher, Criança e do Idoso de Várzea Grande, delegado Claudio Alvares Sant'Ana, esta redução é resultado das operações rotineiras que possibilitam o cumprimento de mandados de prisão contra agressores, além do trabalho preventivo que a unidade faz.

"Nestas ações repressivas, conseguimos identificar o descumprimento de medidas protetivas que motivaram diversas prisões. Também intensificamos a realização de palestras em escolas da rede pública, principalmente nos bairros com maior ocorrência de violência contra a mulher, em parceria com o CRAS (Centro de Referência em Atendimento Social)", disse por meio da assessoria de imprensa. “Desde o ano passado, também são feitas palestras educativas em empresas. Nós explicamos sobre a conscientização, informações a respeito da Lei Maria da Penha, para quebrar aquele paradigma cultural de que a mulher pertence ao homem", acrescentou.



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