Quinta feira, 20 de junho de 2019 Edição nº 15136 11/01/2019  










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Deputados decidem apoiar oposição

JULIA CHAIB
Da Folhapress – São Paulo

Deputados do PSB indicaram, em reunião ontem, que devem deixar o apoio à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e aderir a um bloco de oposição capitaneado por PP e MDB.

Dos 17 parlamentares presentes no encontro, 16 votaram por ingressar no grupo de oposição a Maia. O único que se manifestou por manter o apoio ao democrata foi Átila Lira (PSB-PI).

Agora, o presidente do partido, Carlos Siqueira, vai consultar os outros 15 integrantes da bancada da Câmara, para fechar a posição do partido. Em seguida, conversará com o PDT e o PC do B, com os quais forma um bloco parlamentar na Casa para tomar uma decisão conjunta.

Líder do PP na Câmara, o deputado Arthur Lira (AL), procurou os dirigentes dos partidos de esquerda para formarem um bloco de oposição a Maia com candidaturas avulsas depois que o PSL anunciou apoio ao democrata.

O próprio Lira pretende disputar a presidência. No PSB, o deputado JHC (AL) também quer entrar na briga pelo comando da Câmara.

ALTERNATIVA

Depois de oficializar, na semana passada, o rompimento com Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), tenta se viabilizar como alternativa na disputa pela presidência da Casa.

Lira tem percorrido os estados em busca de apoio. Acredita que pode empatar com Maia se conseguir votos da maioria das bancadas de oito partidos da Casa. Se conseguir aglomerar em torno de si PT (56), PP (37), MDB (34), PSB (32), PDT (28), PTB (10), PC do B (9) e PSC (8), chegará a 214 deputados.

Com PSL (52), PSD (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), SD (13), PODE (11) e PPS (8), Maia teria 239 votos para sua reeleição, mas seus adversários dizem acreditar que o atual presidente da Casa tem um teto de 200.

Não há nenhuma garantia de voto em bloco nos partidos porque a eleição é secreta, o que permite traições à orientação do comando das siglas.

No caso de Maia, alas do PSL, do presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, podem debandar por verem nele um representante da chamada "velha política".

Partidos de esquerda que caminhavam para fechar apoio a Maia recuaram depois que o deputado teve oficializado o apoio do partido do presidente.

A partir de agora, essa siglas passam a se reunir para decidir que caminho vão seguir. O PSB tem reunião em Brasília já na quinta.

O PDT tem encontro no Rio a partir de hoje.

A presidente do PC do B e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, esteve com Arthur Lira no início desta semana, mas não anunciou ainda uma decisão.

Na quarta, Maia ajudou a enterrar possível acordo com a maior bancada, a do PT, ao afirmar publicamente que o partido não estará em seu bloco.

A declaração foi dada na intenção de acalmar deputados do PSL que viam com maus olhos a possibilidade de uma união dos dois polos do espectro político.

Com 56 votos, o PT pode ajudar a decidir se haverá ou não segundo turno na disputa. A possibilidade de não decidir a corrida no primeiro turno preocupa aliados de Maia, uma vez que os outros candidatos, como Fábio Ramalho (MDB-MG) e Lira, devem intercambiar votos entre si.

O MDB, quarta maior bancada, com 34 deputados, ainda não definiu para quem irá apoiar. Aguarda as candidaturas amadurecerem para se unir à mais viável.

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