Quinta feira, 13 de dezembro de 2018 Edição nº 15115 07/12/2018  










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Mancha negra

Doença que já deveria estar extinta, a hanseníase continua afetando milhares de pessoas em todo mundo. Apesar disso, Mato Grosso insiste em ser o estado brasileiro campeão na incidência desta enfermidade, que existe desde antes de Cristo. Diante do cenário preocupante, o Estado corre contra o tempo para erradicar a hanse, também conhecida como lepra ou mal de Lázaro.

“Jesus curou Lázaro”, citou nesta quarta-feira o governador Pedro Taques, durante o lançamento de um plano estadual de combate e erradicação da doença. Taques se referia à história bíblica em que Jesus ressuscita e cura um amigo com a lepra, que na época já era extremamente estigmatizada.

E, desde a antiguidade, essa mancha negra evidencia desigualdades sociais, afetando sobretudo as regiões mais carentes do mundo. “Esta doença, infelizmente, atinge ainda, sobretudo, as pessoas mais marginalizadas e as mais pobres”, alertou o Papa Francisco nesta semana, perante fiéis católicos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano (Itália).

O que mais espanta hoje é o fato de ainda existir uma grave e séria dificuldade de os profissionais da área da saúde diagnosticarem precocemente a doença e, com isso, evitar que os pacientes tenham sequelas. No lançamento do plano estadual feito pelo governo do Estado, por exemplo, um mato-grossense relatou a sua via-crúcis e o quanto sofreu até que os médicos descobrissem que o seu caso tratava-se de hanse e não reumatismo.

Esse paciente lembrou que a lepra é uma doença traiçoeira, que age em silêncio, atinge o corpo e marca a alma. Por isso, a ação dos gestores precisa atingir tanto médicos como a população, reunir atividades de vigilância e conscientização para favorecer a detecção precoce, essencial para o sucesso do tratamento, conforme dizem as próprias autoridades públicas. Isso para que a doença mais antiga da humanidade pare de ameaçar uma nova geração de crianças e jovens mato-grossenses.

Em tempo: A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, causada por uma bactéria, que compromete principalmente a pele e os nervos, provocando inflamação, manchas na pele e alteração da sensibilidade.

A doença se transmite de pessoa para pessoa através das secreções das vias respiratórias (nariz e boca), mas, assim que se inicia o tratamento, os pacientes deixam de transmiti-la. Porém, se não for tratada precocemente, a doença pode tornar-se grave e gerar deformidades físicas devido ao comprometimento dos troncos nervosos, principalmente nas mãos, pés e face.



JOANICE DE DEUS é repórter

joanice@diariodecuiaba.com.br



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