Quinta feira, 13 de dezembro de 2018 Edição nº 15115 07/12/2018  










MORTE DE BANCÁRIAAnterior | Índice | Próxima

Justiça nega liberdade para Doutor Bumbum

Magistrado entende que os motivos que levaram o médico à prisão permanecem inalterados

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Denis Cesar Barros Furtado, "Doutor Bumbum", teve o pedido de revogação da prisão preventiva negado pela Justiça do Rio de Janeiro
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Responsável pela morte da bancária de Cuiabá, Lilian Calixto, 46 anos, o médico Denis Cesar Barros Furtado, 45 anos, conhecido como "Doutor Bumbum", teve o pedido de revogação da prisão preventiva negado pela Justiça do Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com o juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari Machado Manfrenatti, da 1ª Vara Criminal do Rio, os motivos que levaram o médico à prisão permanecem inalterados. “É imperioso observar que a prova da existência do crime e os indícios suficientes de autoria já restaram sobejamente expostos, conforme fundamentado pela decisão que decretou a prisão. Observo, desta forma, a presença intacta dos requisitos que admitem a prisão preventiva. Portanto, por não ter sido trazida pela defesa qualquer alteração das situações fáticas ou jurídicas, que ensejaram a decretação da medida prisional, indefiro o pedido de revogação da prisão preventiva”, escreveu o juiz na decisão, conforme informações da Agência Brasil.

Furtado está preso desde o dia 19 de julho deste ano, dias depois de ter realizado um procedimento estético nos glúteos da bancária. A cirurgia estética foi feita na casa do médico, numa cobertura na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. São ainda réus no processo a mãe dele, Maria de Fátima Furtado, a namorada dele, Renata Fernandes Cirne; e a empregada doméstica Rosilane Pereira da Silva.

A bancária passou mal e acabou morrendo horas depois, ao ser levada pelo médico para um hospital, no mesmo bairro.

Após quatro dias foragido, o médico e a mãe dele foram encontrados pela Polícia Militar em uma sala comercial no Rio de Janeiro. Preso, Furtado declarou que o procedimento foi feito de maneira correta e que a justiça será feita. Ainda na ocasião, afirmou que o seu ambiente de trabalho, a cobertura onde morava e foi feito o procedimento, tinha condições adequadas para cirurgia, chamada de bioplastia.

O magistrado marcou uma audiência para ouvir testemunhas da morte da bancária Lilian Calixto para a próxima terça-feira (11). Foram intimadas ao menos 14 pessoas de diversos estados do país. “Ademais, no presente caso, constam na denúncia quatro denunciados e os fatos em julgamento mostram-se complexos, o que, a princípio, justifica a extrapolação do número legalmente estabelecido para melhor esclarecimento da dinâmica em questão”, diz trecho da decisão.



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