Terça feira, 16 de julho de 2019 Edição nº 15115 07/12/2018  










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Novembro registra 2º aumento consecutivo do endividamento

Da Reportagem

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de novembro, apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada ontem pela Fecomércio/MT, mostrou que 121.172 famílias na Capital se encontram endividadas através de contas contraídas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, entre outros. Em valores absolutos, houve aumento (variação positiva) de 1% sobre o mês anterior e de 9,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 110.172 famílias se encontravam nesta condição.

A pesquisa registrou ainda um aumento no número de famílias endividadas com contas em atraso e que, portanto, ficariam inadimplentes, saindo de 28% em outubro (54.398) para 29,6% em novembro (57.471). Na comparação com o novembro de 2017, o aumento observado foi de 2,4 pontos percentuais, quando atingia 52.318 famílias.

O comportamento foi diferente nas famílias que declararam não ter condições de pagar as contas, contabilizando o quarto recuo consecutivo, de 18,8% em agosto (36.467) para 18% em novembro (34.932). Ainda assim, o índice, em valores absolutos, está 28,4% maior do que o verificado em novembro do ano anterior (27.198).

O cartão de crédito lidera como o principal tipo de dívida dos cuiabanos (70,2%), bem à frente dos carnês (36,3%). Nas famílias que recebem até 10 salários mínimos, o uso do cartão é pouco menor (69,3%), o que revele uma melhora do acesso ao crédito por parte das famílias. Na comparação com o ano passado, o cartão era utilizado por 64,9% e o uso dos carnês era maior (36,9%).

Dentre as famílias inadimplentes, 77,5% delas afirmaram pagar as contas com mais de 90 dias de atraso, elevando o tempo médio para o pagamento em 79,2 dias. O resultado é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o tempo médio para pagamento era de 69,8 dias. Em relação ao tempo comprometido com dívidas, a pesquisa revelou que houve aumento de 6,6 meses em 2017 para 7,1 meses em 2018.

Já entre as famílias endividadas, a parcela da renda mensal comprometida chegou a 13,7%, o menor nível registrado em 2018 e 10,4 pontos percentuais inferior ao verificado em novembro de 2017. Dentre os entrevistados, apenas 3,4% afirmaram possuir dívidas que comprometem mais de 50% da renda familiar.

Para a Fecomércio/MT, a pesquisa reflete o processo de recuperação da economia. O aumento do emprego é fator relevante que contribui para que as famílias adquiram novos créditos no mercado e a redução do comprometimento da renda das famílias destinada ao pagamento de dívidas. Além da queda nas taxas de juros e inflação.



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