Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 15102 14/11/2018  










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Mauro Mendes pede corte aos Poderes

Após anunciar cortes no Executivo, governador eleito apela por cortes na Assembleia, Tribunal de Justiça, TCE e MPE

DINALTE MIRANDA/DC
Mauro Mendes: “O Pedro [Taques] cortou deles, deixou de pagar quase R$ 700 milhões [em duodécimos]. E eles sobreviveram”
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Um dia após anunciar que vai diminuir nove secretarias de estado e cortar 3 mil cargos comissionados, o governador eleito Mauro Mendes pediu que os Poderes ajudem o Executivo, a partir do próximo ano, no corte de despesas do Estado.

“Eu vou cortar nove secretarias e 3 mil cargos. Será que na Assembleia não tem nada que possa ser cortado? No Tribunal de Contas, no Tribunal de Justiça, no Ministério Público não tem? O cidadão não aguenta mais pagar imposto. Eu estou avisando: se continuar aumentando tudo aqui em Mato Grosso, quem paga essa conta aí sou eu, você, todos nós, cidadãos”, disse Mendes, durante entrevista à rádio Capital FM .

Mauro Mendes lembrou que fará um corte de secretarias e comissionados, o que vai gerar uma economia de R$ 150 milhões por ano, e recomendou que as instituições, ao menos, mantenham o mesmo duodécimo dos anos anteriores.

“O Pedro [Taques] cortou deles, deixou de pagar quase R$ 700 milhões [em duodécimos]. E eles sobreviveram. O que estou pedindo é que, na pior das hipóteses, mesmo que seja com um pouco de aperto, mantenha como está. E acho que tem alguns, e tenho falado com o presidente da Assembleia [Eduardo Botelho], que podem dar algum tipo de contribuição”, disse Mendes.

O governador eleito lembrou que tem com os Poderes, tendo visitado a Assembleia, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Ministério Público. “O mínimo que os Poderes poderiam fazer para ajudar Mato Grosso, neste momento, é não querer aumentar o duodécimo existente”, disse.

“O mínimo seria deixar do jeito que está. E isso já vem sendo feito há dois anos. Desde 2017 estão com o mesmo valor, não podemos ser injustos e não dizer que houve uma pequena contribuição”, concluiu Mendes.

AUTARQUIAS - Após anunciar a redução no número de secretarias, o governador eleito Mauro Mendes mira nas autarquias vinculadas ao Governo do Estado. O democrata afirma que sua equipe técnica está analisando a possibilidade de cortes neste departamento, a fim de reduzir ainda mais a máquina pública.

De acordo com ele, o estudo mais profundo diz respeito a funcionalidade de cada órgão, tendo em vista que as funções desempenhadas por elas deverão ser mantidas.

“São 20 entre empresas, órgãos e autarquia do governo. Nós estamos estudando, pois é uma demanda que requer cuidado e uma analise, tanto do ponto de vista legal, quanto do ponto de vista funcional, pois temos que incorporar as funções das autarquias extintas. Então, estamos estudando como fazer isso para que essa redução não signifique algum impacto na prestação de serviço”, explicou.

Entre as autarquias que devem ser extintas está a Central de Abastecimento do Estado (Ceasa). Para Mendes, ela não tem nenhuma funcionalidade prática e está onerando os cofres públicos sem apresentar nenhum resultado.

Desta forma, a intenção de Mendes é ajudar na fomentação do Centro Atacadista da Capital. “Um órgão que eu conheço é o tal do Ceasa, um órgão que existe, que consome quase R$ 200 mil de salário por mês e não planta um pé de alface, não fez nada. Então, é uma despesa desnecessária. Em Cuiabá já tem o Centro Atacadista no Distrito Industrial que a Prefeitura fez, é só ir lá e ampliar”, exemplificou.

DIFICULDADES - Apesar das medidas já anunciadas e do esforço de sua equipe em encontrar formas de reduzir a máquina e gerar economia aos cofres públicos, Mendes disse que tem encontrado dificuldades em obter informações junto a equipe de transição da atual administração.

Segundo ele, os ajustes já anunciados só foram possíveis devido a pesquisas em instrumentos oficiais como o portal da transparência. “O problema maior é que nós recebemos poucas informações da atual administração. No último dia 26 nós protocolamos um requerimento solicitando um conjunto de informações que são necessárias, e ainda estamos aguardando. Algumas secretarias já estão mandando, mas a grande maioria nós ainda não recebemos. Aquilo que nós conseguimos analisar é por conta da busca no portal da transparência, busca nos mecanismos oficiais do que aquilo disponibilizado oficialmente pela atual administração. Mas isso não tem sido obstáculo para que a gente possa avançar, e nos próximos dias novas decisões serão tomadas”, disse.



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