Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 15099 09/11/2018  










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Ex-secretário Valdísio Viriato tem colaboração homologada

Da Reportagem

O ex-secretário adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana de Mato Grosso, Valdísio Juliano Viriato, teve acordo de colaboração premiada homologado pela Justiça. Ele é um dos réus do processo referente a 5ª fase da “Operação Sodoma”, que investiga pagamento de propina por parte do Posto Marmeleiro na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

Valdísio é apontado pelo Ministério Público como o responsável por determinar a inserção de “abastecimentos fictícios” em caminhões e máquinas que executavam obras no interior do Estado. Desta forma, o Estado pagava a mais para que os proprietários do posto “retornassem” através de propina.

Os valores, segundo a denúncia, teriam sido utilizados para o pagamento de dívidas de campanha do ex-vereador e deputado estadual eleito Ludio Cabral (PT) a prefeitura de Cuiabá. Lúdio, que teve Francisco Faiad como candidato a vice, disputou o pleito de 2012 com apoio de Silval, que a época governava o Estado.

Por conta do acordo de colaboração premiada, o ex-secretário adjunto solicitou ao juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues a dispensa das testemunhas arroladas na ação penal. O pedido foi acatado pelo magistrado. “Quanto aos pedidos, homologo desde já desistência da oitiva das testemunhas por ele arroladas, e em consequência, cancelo a audiência designada para o dia 04 de dezembro de 2018 às fls. 13:30 horas”, diz trecho de despacho de Jorge Tadeu.

Jorge Tadeu ainda dispensou Viriato de comparecer a audiência de instrução do caso era para ter começado ontem. Ele vai estar presente apenas na data de seu depoimento. Ele vai prestar esclarecimentos no dia 11 de dezembro.

Viriato já havia confessado participação nas fraudes em depoimento a Delegacia Fazendária. Ele admitiu ter ordenado a inserção de dados fictícios no consumo de combustível na pasta da qual era ajunto. “As inserções nas melosas eram atestadas e controladas pelo servidor da Sinfra, Alaor Alvelos, o qual, com o devido atestado, encaminhava para o secretário da Sinfra, no caso Cinésio [Oliveira], que por sua vez ordenava o pagamento do que havia sido consumido”, diz trecho do depoimento.

O ex-adjunto esteve preso entre fevereiro e junho de 2017. Ele é apontado como um dos homens de confiança do ex-governador Silval Barbosa e teria participado de outras fraudes na gestão do ex-governador. Entre elas, está o recolhimento de propina com as empresas que executavam as obras do programa MT Integrado.

AUDIÊNCIA - O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, adiou a audiência de instrução e julgamento relativa a ação penal da 5ª fase da “Operação Sodoma”, marcada para a tarde de ontem, quinta-feira (8). A decisão atendeu ao pleito a defesa de um dos réus do processo. Estavam previstos os depoimentos de Wilson Luiz Pereira Soares, José Roberto Pacheco, Afonso Gleidson Teixeira, o ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, Fabio Rodrigues de Carvalho Alves Costa, Valter Facheti Torres e o empresário Paulo Cesar Lemes, delator da “Operação Ouro de Tolo”.



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