Quarta feira, 23 de janeiro de 2019 Edição nº 15084 18/10/2018  










RENATO DE PAIVA PEREIRAAnterior | Índice | Próxima

Opção pela direita

As eleições de 2018, que ainda estão em curso, confirmaram algumas expectativas e trouxeram boas e más surpresas.

O primeiro e indesejado legado é o aumento da discriminação ao nordeste brasileiro pelos eleitores das outras regiões. O mapa dos candidatos eleitos confirma a prevalência do Lula em quase todos os estados nordestinos e a preferência por Bolsonaro nas outras regiões o que levou os mais exaltados nas redes sociais a sugerir um novo desenho do território nacional.

A lição seguinte é a necessidade dos Institutos de pesquisa de opinião, principalmente os de maior destaque como Ibope e Data Folha, rever sua metodologia de aferição de votos.

Só para citar alguns erros grosseiros desses institutos: em Mato Grosso davam como certa a eleição de Jaime Campos em primeiro lugar, seguido de Selma Arruda, Nilson Leitão mais ou menos empatados. O resultado final desmentiu totalmente essa previsão. No Rio de Janeiro e em São Paulo erraram grosseiramente a pesquisa para governador; e a favorita Dilma, candidata a senadora por Minas Gerais, não se elegeu.

Agora uma surpresa agradável. O povo começa a levar em consideração as denúncias contra os candidatos na hora de votar. Tanto que excluíram a citada Dilma, Lindbergh Farias, a filha do Cunha, o filho do Cabral, Eunício de Oliveira e os filhos do Sarney, entre outros. Não foi um serviço completo, pois pouparam o Aécio e a Gleisi, (ainda que rebaixados); os Calheiros (pai e filho) de Alagoas e os Barbalho (pai e filho) no Pará. Aqui em Mato Grosso elegeram um ex-detento que pode voltar pra cadeia.

Outra surpresa foi a renovação do Congresso Nacional atingindo 43% da Câmara e 85% do Senado Federal. Entretanto a cautela recomenda não esperar grande coisa desses novos eleitos, porque quase todos têm estreita relação com o mundo político e certamente já conhecem profundamente seus processos e baldas. Também é bom não esquecer que o sistema político é todo corrompido e que as bactérias que o infestam colonizaram as confortáveis cadeiras do Congresso e Assembleias, sempre dispostas (as bactérias) a infectar os novos ocupantes.

Há ainda, nessa eleição, um recente complicador que poderá desencadear uma solução interessante: os partidos políticos que compõem a Câmara passaram de 25 para 30 e no Senado de 15 para 21, sugerindo maiores dificuldades na composição política. Entretanto eles (os partidos) poderão ser ignorados, como está sendo planejado, transferindo as negociações para as bancadas tais como a do agronegócio, da saúde, da segurança e a evangélica etc., o que facilitaria os acordos. Só não sei se os partidos vão aceitar o “desaforo”.

Apesar das dificuldades parece que finalmente o Brasil resolveu punir os corruptos processados pela Lava-Jato e manifestar, sem acanhamento, a opção pela direita ou centro-direita. O Estado paternalista que freia o progresso e infantiliza os mais pobres poderá ser substituído por um governo indutor do crescimento, da prosperidade e da justiça, a despeito do perfil meio bronco (Trumpiano?) do futuro provável presidente.

Por último um registro: a eliminação dos corruptos foi obra exclusiva da justiça não da política; e um lamento: o Senador Cristovam Buarque, intelectual de respeito e político sem mancha, foi substituído pela Leila, cujo principal e manifesto dom é jogar vôlei. Sai o Cristovam da Educação e entra a Leila do Vôlei: não foi uma boa troca.



* RENATO DE PAIVA PEREIRA – empresário e escritor

renato@hotelgranodara.com.br



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