Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 15083 17/10/2018  










BOLSONAROAnterior | Índice | Próxima

Críticas vão para programa eleitoral

MÔNICA BERGAMO, TALITA FERNANDES E GUSTAVO URIBE
DA Folhapress – São Paulo e Brasíli

O programa do candidato Jair Bolsonaro (PSL) que vai ao ar na noite de terça-feira explorou a fala de Cid Gomes, irmão do candidato derrotado Ciro Gomes (PDT).

"Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita", diz o locutor na abertura do programa, exibindo em seguida o filme em que o pedetista faz uma saraivada de críticas ao partido de Lula.

As imagens mostram Cid discursando em um evento em que supostamente apoiaria a candidatura de Fernando Haddad à Presidência: "Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira", disparou ele logo no começo de seu discurso.

As imagens que serão veiculadas por Bolsonaro mostram ainda a cena em que, diante da reação negativa da plateia, Cid insiste: "É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição".

"Vão perder feio, porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país e o Brasil não aceita ter dono, é um país democrático", diz o irmão de Ciro Gomes.

Quando os petistas começam a gritar o nome de Lula, ele completa: "O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o que? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição".

O locutor então diz: "Nessa eleição, é o Brasil contra o PT".

A fala do pedetista ocupou 1 minuto e 40 segundos do programa, que tem um total de 5 minutos e foi ao ar na noite de ontem.

Após a exibição da fala de Cid, o programa afirma que a rejeição de Haddad não para de crescer, "porque nessa eleição é o Brasil contra o PT".

Diferentemente do que a campanha de Bolsonaro vinha fazendo em programas anteriores, desta vez, o programa exibe mais detalhes do programa de governo.

"O verdadeiro debate que importa ao país são os planos de governo", diz a apresentadora, ao dar início à comparação de vários pontos propostos pelos dois candidatos que disputam o segundo turno.

São exploradas medidas como criação de impostos, aspectos ligados à segurança pública e valores morais.

Bolsonaro é apresentado como um candidato que defende a família, que vai liberar a posse de arma, enquanto Haddad quer desmilitarizar a polícia e defende desencarceramento para pequenos delitos.

O candidato só aparece mais ao fim do programa.

"Para nós atingirmos um objetivo, temos que dar o primeiro passo", afirmou.

O vídeo é encerrado com uma afirmação de que o PT ainda não percebeu que o país mudou.

"O povo não quer mais saber de propostas que nunca são cumpridas, como que Haddad fez em São Paulo e volta a fazer ao Brasil."

"Procurado, Cid disse que não autorizou o uso de sua imagem e que examina medidas judiciais cabíveis contra a inclusão de sua imagem em vídeo da campanha eleitoral.

"Não autorizei ninguém, muito menos o Bolsonaro, a usar a minha imagem. Eu examinarei medidas judiciais pela exclusão de minha imagem", disse à reportagem.

REBATE

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, rebateu afirmação feita por seu adversário na corrida presidencial, Fernando Haddad (PT), de que sua candidatura conta com o apoio do grupo racista americano KKK (Ku Klux Klan).

"Recuso qualquer tipo de apoio vindo de grupos supremacistas. Sugiro que, por coerência, apoiem o candidato da esquerda, que adora segregar a sociedade. Explorar isso para influenciar uma eleição no Brasil é uma grande burrice! É desconhecer o povo brasileiro, que é miscigenado", escreveu o capitão reformado nas redes sociais.

A postagem é uma resposta ao que foi escrito há pouco por Haddad nas redes sociais.

"Meu adversário também está compondo com aliados e somando forças. Hoje ele recebeu o apoio da Ku Klux Klan...", escreveu o petista.

A troca de farpas entre os candidatos que disputam a presidência no segundo turno é uma resposta à entrevista concedida pelo ex-líder da Ku Klux Klan, David Duke.

Um dos nomes mais conhecidos do grupo, o historiador comentou a situação da política brasileira em um programa de rádio.

"Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista", disse.

Duke disse que Bolsonaro é branco como um europeu e que ele "está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro".

Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




18:02 Produtores não descartam protestos na Capital
18:01 Servidores públicos vão voltar a trabalhar 8 horas por dia
18:01 Sem RGA, servidores vão paralisar as atividades por 24 horas
18:01 Ex-secretário de Administração Geraldo de Vitto é condenado
18:01 Mauro Mendes pede corte aos Poderes


17:46 Nossa! Minha cidade sumiu
17:45 Neri Geller é`Preso por fraude no Ministério da Agricultura
17:45 BOA DISSONANTE
17:44 O recado foi dado
17:43
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018