Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 15068 25/09/2018  










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A segurança da urna eletrônica

São preocupantes para o processo eleitoral e para a democracia as suspeitas sem qualquer fundamentação alimentadas por um candidato com reais chances de chegar ao Planalto sobre a segurança da urna eletrônica. Trata-se de uma irresponsabilidade querer desacreditar o processo eleitoral brasileiro. A Justiça Eleitoral é séria. O retrospecto, em mais de duas dezenas de usos dessa inovação, dá razão à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, para quem a crítica é "desconectada da realidade".

Em mais de duas décadas de informatização do sistema de votação e apuração, o próprio presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) vem sendo eleito sucessivamente por meio do voto digitado pelos eleitores. Se não confia na urna eletrônica, é estranho que só agora o candidato tenha decidido confrontar as regras do jogo.

Desde que o voto impresso começou a ser deixado de lado, a partir de 1996, não houve uma única denúncia de fraude. E isso que, no dia 7 de outubro, haverá nada menos de 556 mil equipamentos espalhados em mais de 480 mil seções eleitorais pelo país. A inexistência de problemas contrasta com as apurações dos tempos da cédula em papel, caracterizadas pela lentidão, o que dava margem a todo tipo de erro e mesmo a manipulações.

Tanto o sistema eletrônico de votação quanto a própria urna passam periodicamente por testes públicos de segurança obrigatórios. A urna em si é protegida por mais de 30 barreiras de segurança. Qualquer tentativa de violação provoca um efeito dominó que trava o aparelho. Além disso, há todo tipo de aplicativo disponível hoje para que o próprio eleitor possa atuar como fiscal da lisura do processo.

Não é a primeira vez que a confiabilidade da urna eletrônica é contestada. Na última eleição presidencial, em 2014, uma auditoria do sistema solicitada pelo candidato derrotado chegou à conclusão de que não havia qualquer indício de fraude. Reafirmou-se assim a recente manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em relação ao recrudescimento de teses conspiratórias relacionadas à automação do processo: "Tem gente que acredita em saci-pererê". É inaceitável que o presidenciável do PSL dê curso a rumores e teorias que, espera-se, não sejam ameaças à democracia e ao resultado do pleito caso outro candidato vença a eleição.



É inaceitável que o presidenciável do PSL dê curso a rumores e teorias que, espera-se, não sejam ameaças à democracia e ao resultado do pleito caso outro candidato vença a eleição



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