Quarta feira, 20 de março de 2019 Edição nº 15067 22/09/2018  










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Confederação exige explicações sobre expulsão

Da Uol/Folhapress – São Paulo

A CBF decidiu cobrar a Conmebol oficialmente pela expulsão do zagueiro Dedé na quarta-feira, na derrota do Cruzeiro diante do Boca Juniors por 2 a 0, pelas quartas de final da Libertadores. A entidade brasileira considerou o erro grave e enviará uma carta pedindo explicações à confederação sul-americana.

O diretor executivo da CBF e chefe do Comitê Organizador Local da Copa América de 2019, Rogério Caboclo, está desde a noite de quarta em contato com Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, tratando do assunto. Caboclo assumirá no ano que vem a presidência da entidade que comanda o futebol brasileiro.

Pessoas ligadas à CBF consideram que o erro pode ser parte do processo de implementação do VAR e que a arbitragem pode ter sido impactada pela força do choque - no lance, Dedé trombou involuntariamente com o goleiro adversário em uma disputa, mas acabou expulso mesmo com a utilização do recurso de vídeo.

Apesar disso, o tom da comunicação é de cobrança para que, ao menos, seja admitido que houve erro. A cobrança à Conmebol não deve envolver nenhuma tentativa de anulação ou alteração do resultado da partida.

CRUZEIRO

O presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, e o supervisor administrativo, Benecy Queiroz, deixaram Buenos Aires e foram direto para Luque, no Paraguai, para uma reunião na Conmebol. O objetivo era formalizar o pedido de anulação do cartão vermelho levado por Dedé.

O encontro foi realizado na quinta-feira com Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, e outros membros da entidade.

Após as reuniões na entidade, o Cruzeiro acionou seu departamento jurídico e protocolou o pedido de anulação dos efeitos decorrentes da aplicação do cartão vermelho dado ao zagueiro. Desta forma, o clube mineiro solicita que o atleta esteja apto para disputar a partida de volta, marcada para o dia 4 de outubro, no Mineirão, e já aguarda o julgamento do caso.

"Fiquei bastante satisfeito pela maneira com que fomos recebidos na Conmebol. Estamos indignados com tudo o que aconteceu ontem na Bombonera. Não podemos admitir que a decisão pessoal de um árbitro coloque em xeque um sistema tão avançado como o VAR, que vem para contribuir com os avanços do futebol mundial", destacou o presidente Wagner Pires de Sá, ao site oficial.

REVOLTA

A equivocada expulsão do zagueiro Dedé na derrota do Cruzeiro para o Boca Juniors por 2 a 0 na quarta-feira, na Argentina, pela Libertadores, colocou em alerta mais uma vez relação dos clubes brasileiros com a Conmebol.

Palmeiras e Santos se uniram ao Cruzeiro diante do descontentamento com a entidade que comanda o futebol sul-americano.

E a utilização do VAR (o juiz pediu o auxílio do árbitro de vídeo no lance da expulsão do zagueiro Dedé após choque com o goleiro Andrada) aumentou o tom de indignação dos clubes brasileiros.

Wagner Pires de Sá, mandatário do clube mineiro, foi até o Paraguai para uma reunião Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol. "Nós vamos fazer uma representação junto à Conmebol contra a decisão do juiz [Eber Aquino, do Paraguai]. A nossa indignação foi demonstrada não só por nós, mas por toda a imprensa."

A CBF também considerou grave o erro do árbitro e enviou uma carta cobrando explicações à Conmebol.

O Palmeiras, que briga com o Colo-Colo por uma vaga nas semifinais da Libertadores, apoiou os cruzeirenses.

"É uma situação do futebol brasileiro. Os clubes têm de se unir, têm de estar mais próximos, debater os assuntos com o representante do Brasil na Conmebol", afirmou o presidente palmeirense, Maurício Galiotte.

O advogado Mario Bittencourt, que defendeu o Peixe no caso Sánchez, usou a sua rede social para criticar: "Agora que viram a covardia com o Cruzeiro, a revolta é geral, mas tardia e ineficaz! Faz tempo que os brasileiros vêm sendo violentados dentro e fora do campo".

Nesta Libertadores, o Santos acabou eliminado após uma punição extra-campo. A equipe empatou com o Independiente na ida, mas a Conmebol alegou que o volante Carlos Sánchez foi escalado irregularmente e decretou derrota por 3 a 0.

O caso repercutiu também entre a arbitragem. Até o ex-juiz Javier Castrilli, conhecido por ter apitado um polêmico Corinthians e Portuguesa em 1998, saiu em defesa do zagueiro cruzeirense Dedé.

"Ele não tinha intenção de atingir o goleiro do Boca Juniors. Não tinha que dar nem o amarelo."



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