Domingo, 17 de fevereiro de 2019 Edição nº 15065 20/09/2018  










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Despesas de Wellington e Mauro já passam de R$ 2 milhões

Da Reportagem

Os três principais candidatos ao Governo do Estado no pleito de outubro deste ano apresentam despesas superiores ao montante que já foi arrecadado por eles até o momento. As informações foram levantadas junto ao sistema de prestação de contas do Tribunal Regional Eleitoral.

O campeão em gasto, desde o início da campanha eleitoral, é o senador Wellington Fagundes (PR), que já declarou ter contraído uma despesa de R$ 2.792.951,09.

O montante é quase R$ 1 milhão acima do que foi declarado como receita pelo republicano até agora. Conforme a Corte Eleitoral, Fagundes já angariou R$ 1.837.335,60 em recursos para serem investidos em sua campanha eleitoral.

A única doação registrada pelo senador é de R$ 1,6 milhões da Direção Nacional do PR. O valor de R$ 237.335,60 foi doado pelo próprio republicano.

A maior despesa registrada por Fagundes é com a produção de programas eleitorais e materiais audiovisual, onde já foram empenhados R$ 380 mil. Além disso, também foi investido R$ 180 mil com clipping eletrônico e R$ 159 mil com pesquisas quantitativas e qualitativas.

Assim como Fagundes, o governador Pedro Taques (PSDB), que busca a reeleição neste ano, também registra uma despesa maior do que a receita. O gestor tucano contraiu um gasto de R$ 1.870.634,37 até o momento.

A sua receita, entretanto, é de R$ 1.577.000,00, ou seja, 293.634,37 inferior ao que já foi gasto pelo chefe do Executivo Estadual. A maior doação registada por Taques é de R$ 1,2 milhão de autoria da Direção Nacional do PSDB.

No que tange a despesas, a maior gasto do gestor tucano também é com produção de programas eleitorais e serviços audiovisual, R$ 480 mil no total. Além disso, também emprenhou pouco mais de R$ 160 mil com materiais gráficos.

Apesar dos valores apresentados, Taques é o candidato que menos gastou dentre os três principais. O ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) registra uma despesa na ordem de R$ 2.178.153,48, sendo seu maior gasto com advogado, R$ 300 mil.

A diferença entre despesa e receita, entretanto, é a menor dentre os postulantes ao comando do Palácio Paiaguás. Conforme o TRE, o democrata arrecadou R$ 2.133.322,56 milhões até o momento. Diante disso, a despesa do ex-gestor é superior a receita em R$ 44.830,92 mil.

Os candidatos Arthur Nogueira (REDE) e Moisés Franz (PSol), por sua vez, apresentam receitas e despesas com valores bem inferiores. O primeiro arrecadou R$ 14.972,00 mil e gastou R$ 13.319,16 com a campanha até o momento. Enquanto o segundo angariou R$ 6.378,25 mil e não prestou contas sobre as suas despesas.

Vale lembrar que, neste ano, os candidatos ao Governo de Mato Grosso poderão gastar até R$ 5,6 milhões na campanha eleitoral, conforme resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O montante é bem inferior ao que foi gasto pelo governador Pedro Taques, eleito em 2014. Na ocasião, o gestor tucano declarou despesas na ordem de R$ 29,6 milhões.



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