Segunda feira, 19 de novembro de 2018 Edição nº 15059 12/09/2018  










PARCELAMENTOAnterior | Índice | Próxima

Janaína e Max Russi trocam farpas

Deputados batem boca por conta do decreto legislativo que susta o parcelamento dos restos a pagar do Estado em até 11 vezes

AL
Janaína Riva fala no plenário, sendo observada pelo deputado Max Russi
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Os deputados estaduais Max Russi (PSB) e Janaina Riva (MDB) promoveram uma discussão acalorada durante a sessão plenária desta terça-feira (11) por conta do decreto legislativo que visa sustar o ato governamental que prevê o parcelamento dos restos a pagar do Estado em até 11 vezes.

Enquanto o socialista afirma que a colega está tentando patrolar todo o processo legislativo se fazendo de vítima e usando a figura de seu pai, o ex-deputado José Riva, a emedebista classifica Max como machista, e insinua que o mesmo está desesperado por ver que o barco do governador Pedro Taques está afundando.

O bate-boca começou quando Janaína subiu na tribuna e disse ter recebido um telefonema a criticando por convocar a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para apreciar o parecer do decreto legislativo, que foi votado e aprovado em primeira votação nesta segunda-feira (10).

A parlamentar afirmou que o deputado socialista, que responde pela presidência da CCJ, está tentando atrasar a votação. “Eu nunca me coloquei como presidente da CCJ. Eu sugeri que nos reuníssemos para apreciar esse decreto, que é importante ser derrubado. E eu conto com a maioria dos deputados da CCJ. O senhor [Max Russi] está na comissão pela primeira vez. Eu estou há três anos. Se depender de mim, e eu estiver aqui no próximo ano e o senhor também, não será mais presidente da CCJ”, afirmou.

Russi, entretanto, disse que a sua colega de Parlamento está tentando “patrolar” todo o processo. “Acho que a gente não pode querer nesta Casa de Leis, onde têm 24 parlamentares com direitos iguais, querer patrolar as coisas de acordo com nossa vontade. Aqui todos os deputados têm o mesmo voto. Agora quer patrolar votação porque a maioria quer que derrube decreto? Eu, como presidente e relator do decreto, não posso estudar decreto?”, questionou.

De acordo com ele, existe um entendimento no âmbito do Tribunal de Justiça acerca da falta de competência do Legislativo Estadual em derrubar decretos governamentais. De acordo com ele, este ponto está sendo analisado.

Vale lembrar que Russi faz parte da base aliada do governador Pedro Taques (PSDB) e, inclusive, já fez parte do Governo como secretário da Assistência Social e também como chefe da Casa Civil.

“Tenho entendimento e tem algo no Tribunal de Justiça que já recebi que diz que a Assembleia não tem poder para derrubar decreto do Governo. Quero apresentar isso no meu relatório. Agora, porque a Janaina quer, eu sou obrigado a emitir parecer sem analisar, sem estudar, para atender à vontade dela?”, disse.

Diante disso, o deputado foi mais além e acusou Janaína de usar de vitimismo para levar vantagem no Parlamento e citou o seu pai, o ex-presidente da Assembleia José Riva.

“Esta casa, independente de homem ou mulher, cada um tem um voto, tem seu entendimento e defende suas convicções. Eu vou sim, estudar e vou emitir o parecer. Não deu prazo de 24 horas da votação de ontem à tarde, nem 24h e querer fazer o patrolamento. Se a Janaina acha que manda do Parlamento, que se faz de vítima para querer levar vantagem, vai patrolar, porque o pai dela comandou esta Casa por 20 anos e acha que vai comandar essa Casa na mesma linha. Com o deputado Max Russi não vai conseguir”, completou.

Janaína, por sua vez, classificou as declarações do socialista como “machistas”, e disse ter 13 assinaturas garantindo urgência, urgentíssima, na tramitação do decreto legislativo.

“Primeiro que não patrolo ninguém. Nunca disse que era mulher, nem me inferiorizei ou disse que sou filha de alguém. Veja como o machismo e preconceito se relevam. Não me faço de vítima, não preciso disso, nunca precisei, mas não deixo de falar a verdade. Não tenho medo. Recebi uma ligação dizendo que isso, que não sou presidente, questionando como que chamei o colégio de líderes, mas tive a capacidade de recolher 13 votos para ter a urgência, urgentíssima. Agora, o esperneio é livre. E quando tem um barco afundando, as pessoas ficam desesperadas e acabam fazendo besteira. Não é nosso caso”, rebateu.

Diante do imbróglio, a deputada Janaína pediu uma sessão extraordinária para quarta-feira (12) para votação do decreto legislativo em segunda votação. A medida foi aprovada por unanimidade e a sessão foi convocada para às 10 horas da manhã desta quarta-feira (12).

A mensagem, assinada pelas lideranças partidárias, visam garantir o pagamento de todos os fornecedores do Estado, além de evitar que os restos a pagar virem uma verdadeira bola de neve com o parcelamento, uma vez que o mandato do governador Pedro Taques (PSDB) se encerra em dezembro deste ano.

No decreto, os parlamentares destacam a necessidade de o Poder Executivo “planejar com responsabilidade a sua gestão fiscal corrigir e mantendo o equilíbrio entre receita e despesas nas contas públicas, com o objetivo de promover a quitação de seus débitos e pagamentos”.

Além disso, as lideranças partidárias ainda ressaltam que a dívida pública do Estado vem crescendo muito nos últimos anos, o que pode prejudicar, até mesmo, o pagamento dos restos a pagar de forma parcelada.

O decreto que prevê a negociação dos restos a pagar do Estado foi baixado por Taques em meados do mês passado. A medida visa o parcelamento destes débitos em até 11 vezes.

A proposta é válida para aqueles credores que tem interesse em negociar com o Estado. Diante disso, as parcelas, o prazo e valores serão combinados individualmente com cada um deles. O decreto nº 1.636/2018 foi publicado no Diário Oficial do dia 14 de agosto.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto

· Esse Max Russi é arrogante e prepotente.  - Mariana




17:49 Mauro Mendes admite que pode ter que taxar agronegócio
17:49 BOA DISSONANTE
17:48 É decisão na Arena
17:48 Assim é
17:48 II Jornada Mundial dos Pobres


17:48 Direito ao auxílio acidente
17:47 Violência infantil
17:43 Desembargador declara que juíza “agiu politicamente” em ação
17:42 Viana acusa colegas de receberem propina
17:42 Bolsonaro defende medidas amargas
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018