Quinta feira, 17 de janeiro de 2019 Edição nº 15059 12/09/2018  










EDUARDO GOMESAnterior | Índice | Próxima

De seo Luiz

Deus, em sua infinita bondade, permitiu que este imenso, abençoado e ensolarado Mato Grosso passasse várias vezes por meu olhar de Rondolândia a Santa Terezinha, de Nova Bandeirantes a Alto Taquari. Na estrada por mais tempo que a caminhada do povo hebreu pelo deserto, conheço sonhos e frustrações mato-grossenses, nessa terra onde o Estado não consegue acompanhar o desenvolvimento que brota da têmpera da população aqui nascida ou que trocou seu berço por esta terra.

Temos um universo com 903 mil km² em 141 municípios com 3,4 milhões de indivíduos que se dividem entre bolsões de riqueza e um mar de pobreza que desafia a linha da miséria. Entendo que a única forma de bem governar Mato Grosso é por meio de sintonia e identificação com sua gente. É preciso conhecer a realidade e o ser humano que a vive. Infelizmente o quê da identificação governante-governado é a grande ausência, o elo que falta para que tenhamos a terra que queremos. Esse quê esteve presente no primeiro governo de Blairo Maggi (2003-06). Cobri suas andanças, o vi junto ao povo e naquele período vivemos um ciclo que para alguns foi canteiro de obra.

Mato Grosso não é respeitado tanto quando deveria quando o assunto é o princípio federativo. Nossa terra é um dos pilares da política de segurança alimentar mundial, é rica em minerais, tem roteiros turísticos que precisam de exploração. Somos paraíso tratado com indiferença. Essa relação fortalece parlamentares federais por conta de suas emendas. Espero que a evolução democrática um dia expurgue a figura dessas emendas, mas até que isso aconteça é imprescindível que tenhamos congressistas sensíveis, que saibam destiná-las da melhor maneira possível. Mato Grosso afora, acompanho o trabalho do senador Wellington Fagundes no âmbito das emendas, em busca de convênios para prefeituras, em defesa de transferências a fundo perdido para obras municipais e abrindo portas aos prefeitos e vereadores em Brasília. Por isso o vejo candidato ideal ao governo.

Com a visão de quem defende a harmonia e o conhecimento dos fatos, votarei em Wellington. Se me perguntarem sobre os demais candidatos ao cargo direi que Pedro Taques não realiza bom governo e não tem a sensibilidade humana de Wellington. Sobre Mauro Mendes diria que política e administrativamente ele e Pedro Taques se confundem e se completam, porque o governo até recentemente foi exercido numa parceria entre eles, que nem mesmo o palanque diferente de agora consegue desassociar, por mais que ambos tentem. Arthur Nogueira lança a semente de sua trajetória política. Moisés Franz é o radicalismo com o qual não compactuo.

Sem me deixar influenciar pelo marketing que tem força para induzir eleitor, fico com minha convicção que encontra eco na simplicidade do velho agricultor Luiz Nunes dos Santos, o seo Luiz, que há muito tempo nos ensina: vote no Uelton.



EDUARDO GOMES DE ANDRADE é jornalista

eduardo@diariodecuiaba.com.br



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