Sábado, 22 de setembro de 2018 Edição nº 15059 12/09/2018  










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Haddad oficializado como candidato do PT

A cúpula do PT aprovou por unanimidade o nome de Fernando Haddad como o novo candidato do partido à Presidência da República no lugar do ex-presidente Lula

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Haddad também foi alvo de outras ações civis de improbidade pelo Ministério Público de São Paulo nos últimos anos
MARINA DIAS
Da Folhapress – Curitiba

A cúpula do PT aprovou por unanimidade o nome de Fernando Haddad como substituto do ex-presidente Lula na chapa do partido ao Planalto.

Em reunião ontem, em Curitiba, a executiva nacional do PT chancelou, após carta enviada por Lula, Haddad como candidato oficial da sigla.

Na mensagem, Lula escreveu sobre o que chama de injustiça que vem sofrendo para deixá-lo fora da eleição, se disse indignado, mas ressaltou a importância da continuidade de seu projeto político com Haddad como candidato.

A mensagem do ex-presidente serviu para arrefecer qualquer resistência interna que ainda pudesse haver na sigla ao nome do ex-prefeito de São Paulo. A carta foi lida pelo próprio Haddad a portas fechadas.

Uma ala do partido, ligada à presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), ainda queria adiar a troca para 17 de setembro, o que desagradava aos aliados de Haddad.

Os dirigentes do PT fizeram um ato na frente da sede da Polícia Federal, onde Lula está preso, para oficializar a decisão.

INVESTIGAÇÃO

Pouco antes e logo depois de ser eleito prefeito de São Paulo, respectivamente em 2012 e 2013, Fernando Haddad (PT) se encontrou com o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa.

Embora o próprio Haddad não tenha feito pedidos nestes encontros, segundo os presentes, Pessoa afirma em sua delação que poucos meses depois o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o procurou para solicitar o pagamento de uma dívida de R$ 3 milhões da campanha.

Com a ajuda do doleiro Alberto Youssef, outro delator da empreiteira negociou a diminuição do valor a ser pago e foram bancados R$ 2,6 milhões, descontados de uma espécie de conta-corrente de propina que a empreiteira tinha com o partido.

Esses são os principais elementos que embasaram três acusações do Ministério Público contra Haddad, atual substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT à Presidência neste ano.

Respectivamente, as ações são eleitoral, civil e criminal. Sua defesa tem negado todas elas.

Delações da UTC e de Alberto Youssef:

1. Ação eleitoral - Haddad é acusado de caixa dois; denúncia foi aceita pela Justiça

2. Ação civil de improbidade - Haddad, segundo o Ministério Público, foi beneficiado com dinheiro do caixa dois

3. Ação criminal - Haddad, segundo o Ministério Público, solicitou e recebeu dinheiro de propina

Segundo os delatores, o dinheiro seria pago ao ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, o Chicão. Além dos depoimentos, provas levantadas pela Polícia Federal apontam indícios de que Chicão recebeu pagamentos do doleiro por meio de transferências e de dinheiro em espécie.

A primeira ação contra Haddad sobre o caso foi apresentada em maio deste ano pela Promotoria Eleitoral e já foi aceita pela Justiça. O ex-prefeito é denunciado sob acusação da prática de caixa dois.

No fim de agosto, a Promotoria do Patrimônio Público propôs ação civil sob acusação de improbidade administrativa.

Uma semana depois, em 4 de setembro, Haddad foi denunciado pelo Gedec (Grupo de Repressão a Delitos Econômicos do Ministério Público paulista) acusado de praticar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Todos os promotores ligam as reuniões que Haddad teve com Ricardo Pessoa à possibilidade da empresa de ser beneficiada com contratos públicos em sua gestão na prefeitura.

No entanto, como os delatores não disseram que o ex-prefeito pediu benefícios nessas reuniões, esse virou o principal argumento da defesa para justificar que Haddad não se envolveu em irregularidades.

Segundo Pierpaolo Bottini, advogado do petista, as declarações de Pessoa precisam ser analisadas com reserva porque Haddad contrariou os interesses dele quando esteve na Prefeitura de São Paulo e cancelou uma obra que a Constran (empresa da UTC) havia conquistado com outra empreiteira, um túnel na avenida Jornalista Roberto Marinho, porque havia indícios de superfaturamento.



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