Sexta feira, 16 de novembro de 2018 Edição nº 15059 12/09/2018  










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MT encerra ciclo com a 2ª maior produção

Clima acabou sendo mais aliado do que vilão e volume ofertado ultrapassa 61,7 milhões de toneladas

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Safra 2017/2018 em Mato Grosso, de grãos e algodão, foi de 61,71 milhões de toneladas
MARIANNA PERES
Da Reportagem

Dedicação, investimento e clima reverteram as expectativas de uma safra ruim para Mato Grosso em 2018. A inversão da trajetória garantiu o Estado como o maior produtor nacional de grãos e algodão do país – pelo sétimo ano seguido - contabilizando a segunda maior safra da história local, com 61,71 milhões de toneladas.

O resultado foi impulsionado pelo crescimento de mais de 27% na produção de pluma do algodão e no recorde trazido pela soja, com inédito volume de 32,30 milhões de toneladas.

Os dados divulgados ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que a produção estadual da safra 2017/18 ficou 0,4% menor que o volume contabilizado no ciclo anterior, que foi o maior da história local, com 61,98 milhões de toneladas. Os dados revelam o fechamento da safra, já que a Companhia concluiu o 12º levantamento.

Mesmo com a queda de volume na comparação com o ciclo 2016/17, Mato Grosso ampliou a participação na produção nacional, passando de 26% no ano passado para atuais 27%, sendo responsável sozinho por quase um terço do que o país está ofertando em grãos e fibra.

Conforme os técnicos da Companhia, “as condições climáticas foram, ao longo da safra 2017/18, de forma geral, bastante benéficas a todas as principais culturas em Mato Grosso. Ainda que, no início da safra tenha havido atraso das chuvas, estas se firmaram e foram favoráveis”. Das três culturas mais importantes na agricultura mato-grossense, duas aumentaram (soja e algodão) e uma encolheu, o milho segunda safra.

As lavouras de algodão se encontram em fase de colheita, com quase 78% da operação concluída. Houve registro de chuvas nos últimos dias em algumas regiões de destaque na cotonicultura mato- grossense, porém, elas não afetaram o ritmo dos trabalhos e nem a queda de qualidade das fibras. É a cultura de maior expansão no Estado nessa safra.

A produtividade média estimada para esse ciclo é de 4.147 kg/ha, representando incremento de 3% em relação aos 4.027 kg/ha obtidos na temporada passada. Esse resultado, em combinação com o aumento de área, na ordem de 23,9% (saindo de 627,8 mil hectares para 777,8 mil hectares), concorre para uma produção de 3.225,5 mil toneladas, valor 27,6% superior ao produzido em 2016/17. Desse volume, 1,29 milhão de toneladas são apenas de pluma.

A cultura tem apresentado boa rentabilidade aos produtores, fato que tem encorajado a entrada de novos agentes no mercado e a incorporação de novas áreas ao processo produtivo, em especial o cultivo em segunda safra. Os bons preços incentivaram os negócios e estima-se que cerca de 87% da produção estadual já esteja comercializada, ao passo que a negociação futura já acumula 49% da produção 2018/19.

O milho segunda safra se encontra com a colheita finalizada. O balanço da safra é positivo e fatores que poderiam limitar a produtividade média estadual, tais como o plantio de parte da safra fora da janela ideal e o emprego de menor tecnologia em alguns casos, não afetaram o indicador de maneira generalizada, que foi beneficiado pelo fato de a distribuição pluviométrica ter contemplado a demanda hídrica da cultura.

O rendimento médio é estimado em 5.860 kg/ha, considerado satisfatório, apesar de 5,7% inferior à marca obtida em 2016/17, de 6.212 kg/ha, representando o recorde estadual. A produção estadual deverá totalizar 26,20 milhões de toneladas, 8,4% inferior às 28,61 milhões registradas no último ciclo.

A soja foi a primeira cultura a se consolidar, com a colheita finalizada em abril. O saldo apresenta recorde tanto de área quanto de rendimento médio, resultando numa produção inédita de soja. A área semeada contabilizou 9,51 milhões de hectares, 2,1% superior aos 9,32 milhões de hectares semeados no ciclo anterior. A produtividade média obteve fechamento de 3.394 kg/ ha, 3,7% maior do que os 3.273 kg/ha registrados em 2016/17, culminando com a produção de 32,30 milhões de toneladas, enquanto que, no ciclo anterior foram contabilizadas 30,51 milhões.

“O excelente resultado foi impulsionado pela semeadura em momento ótimo quanto ao calendário agrícola, pelo clima bastante favorável e por melhorias nas sementes”, apontam os técnicos da Conab.

BRASIL - A produção brasileira de grãos fecha o ciclo 2017/2018 com produção estimada em 228,3 milhões de toneladas. O número confirma a colheita como a segunda maior do país, atrás apenas que a registrada na safra passada. A área manteve-se próxima à estabilidade, com ligeira alta de 1,4%, passando de 60,9 milhões de hectares para 61,7 milhões de hectares.

A soja segue como importante destaque entre as culturas analisadas, apresentando crescimento de área e produtividade. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, sobretudo, em áreas destinadas à produção de milho 1ª safra, devido a melhor rentabilidade ao produtor. Além disso, as condições climáticas foram favoráveis à cultura, apesar de a estiagem ter atrasado o plantio. Com isso, a oleaginosa registrou produção recorde, chegando a uma colheita de 119,3 milhões de toneladas.

Com o mercado favorecendo ao produtor, o algodão é outro destaque positivo nesta safra. E com uma área plantada de 1,17 milhão de hectares, o que representa um crescimento de aproximadamente 25%, e uma produtividade (algodão em caroço) de 4.267 quilos por hectare, o produto registra produção de 5 milhões de toneladas.



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