Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 15058 11/09/2018  










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Atentado à democracia

A condenação generalizada ao atentado, semana passada, contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) é uma indicação de que, apesar da radicalização da campanha, o cenário político brasileiro ainda é capaz de exibir vigorosos sinais de sensatez. Em um regime democrático, como felizmente vivemos, nada justifica a violência política, venha de onde vier e contra quem quer que seja, sob nenhuma circunstância e em nenhum momento. Condenar o gesto absurdo contra um candidato ao mais alto cargo executivo no país é defender a democracia e preservar um processo eleitoral que visa eleger os governantes com base apenas no voto, na escolha livre, no diálogo e no confronto de ideias.

Alguns oportunistas desatinados, sem considerar o impacto de suas palavras, chegaram a celebrar o atentado contra um candidato que defende armar a população. Na prática, essa visão estreita se volta contra quem admite, pelo endosso ou pela omissão, que um candidato, por causa de suas posições, pode ser calado pela via da força. Tal opção de pretender culpar a vítima pelo crime é claramente minoritária, mas ainda assim merece ser desprezada e ser endereçada à lata de lixo da história.

O triste episódio introduz um elemento novo nas campanhas brasileiras, até agora preservadas da violência que atinge outros países. Não sem razão, como se constata agora, a campanha de Jair Bolsonaro se preocupava com um possível atentado, a ponto de a segurança em torno do candidato ter sido reforçada. Resta punir exemplarmente o responsável pelo ato, para que sirva de alerta e dissuasão a quem pretenda sabotar a democracia.

Um processo eleitoral tão decisivo para o futuro do país precisa ser conduzido num ambiente de serenidade. Ainda é hora de recolocar a campanha presidencial no rumo do bom senso, dentro dos parâmetros da lei, sem margem para radicalizações e gestos de intolerância. Essa deve ser a prioridade de todos os políticos conscientes da importância da eleição deste ano e preocupados com a própria democracia.



Em um regime Democrático nada justifica a violência política, venha de onde vier e contra quem quer que seja, sob nenhuma circunstância e em nenhum momento



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