Quinta feira, 20 de setembro de 2018 Edição nº 15058 11/09/2018  










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Campanha diz que Bolsonaro erra ao explorar facada

THAIS BILENKY
Da Folhapress – São Paulo

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) considera uma sucessão de erros a exposição de Jair Bolsonaro (PSL) no hospital depois de ser alvo de uma facada em Juiz de Fora (MG).

Aliados disseram que a fotografia em que o adversário simula segurar uma arma com as mãos dentro do leito, com robe hospitalar e ligado a aparelhos é um gesto de gente perturbada.

Da mesma forma, afirmaram, o vídeo em que o senador Magno Malta (PR-ES) gravou de Bolsonaro ainda grogue, horas depois do atentado, é uma exposição forçada.

Auxiliares de Alckmin afirmam que, com a exploração sensacionalista do episódio, Bolsonaro pode acabar não se beneficiando da comoção popular.

A ordem do candidato tucano é "esperar decantar" o episódio.

A reportagem relatou na sexta que a campanha tucana identificou que não houve uma comoção incondicional com o ataque ao presidenciável, de empatia.

A reação é mais polarizante do que agregadora para Bolsonaro, avaliaram estrategistas tucanos após pesquisas qualitativas.

Nesta segunda-feira (10), Alckmin afirmou que "os brasileiros já têm problema demais, não podemos ter um presidente que seja mais um problema".

Para o tucano, "uma coisa é a solidariedade a quem foi vítima de um atentado vil e covarde, o qual condenamos duramente".

"A outra são os destinos do país, é escolher quem vai ser presidente, unir o Brasil, fazer mudanças de que o Brasil precisa. O povo quer governo que funcione."

Ele encerrou a entrevista sem comentar a exposição de Bolsonaro e aliados do episódio.

MARINA SILVA

Em sua primeira viagem à Bahia na campanha deste ano, a presidenciável Marina Silva (Rede) adotou um tom conciliatório ao falar da disputa eleitoral e criticou o discurso do uso da violência para combater a violência.

Em sua segunda agenda pública após o atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), Marina afirmou que não pedirá reforço em sua segurança nem deixará de participar de atos de rua na campanha.

"A melhor forma de se sentir seguro é não incitando o ódio. Eu prefiro sofrer uma injustiça do que praticar uma injustiça. E é por isso que sou tão bem recebida, mesmo por aqueles que não votam em mim", afirmou a candidata.

Marina também fez um paralelo entre à campanha presidencial de 2014 e a de 2018. Ela afirmou que campanha passada foi marcada pela violência política e pela desconstrução de biografias.

E disse que a atual está marcada pela "violência de fato", lembrando o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), os tiros desferidos contra a caravana do ex-presidente Lula e o atentado a Jair Bolsonaro.

Ao comentar o ataque sofrido pelo candidato do PSL, aproveitou para levantar a bandeira do desarmamento. Ela defendeu ainda ser equivocada a ideia de que o problema da segurança será resolvido com armas e violência.

"[Essa ideia] é tão equivocada que o candidato Bolsonaro, que estava com forte aparato da Polícia Federal, Polícia Militar e seguranças particulares, foi atingido por uma faca. Imagine se essa pessoa estivesse com uma arma de fogo, seria uma tragédia. Graças a Deus que temos o estatuto do desarmamento", disse.

Em Salvador, Marina visitou uma memorial a Nelson Mandela na Liberdade, bairro que é um dos principais redutos petistas da capital baiana e que também foi visitado por Fernando Haddad (PT) há três semanas.



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