Domingo, 13 de outubro de 2019 Edição nº 15058 11/09/2018  










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Jair Bolsonaro passará por nova cirurgia

Filhos de Bolsonaro pedem à PF reforço na segurança de familiares. Bolsonaro recebeu uma facada no abdômen na quinta durante ato de campanha em Juiz de Fora

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Bolsonaro será submetido a uma cirurgia de grande porte para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia
GUILHERME SETO e JOÃO VALADARES
Da Folhapress – São Paulo

Boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein ontem afirma que o estado de saúde do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) permanecia grave e que posteriormente ele precisará ser submetido a uma cirurgia de grande porte para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia.

Bolsonaro recebeu uma facada no abdômen na quinta-feira durante ato de campanha em Juiz de Fora. O boletim ainda diz que o candidato permanece com uma sonda aberta na barriga e com atividade incipiente do intestino, sendo nutrido por meio de sonda na veia.

Bolsonaro permanece sem sinais de infecção, e no final de semana começou a fazer fisioterapia e a caminhar com auxílio de andador pelo quarto.

A despeito de ter quadro clínico estável e com boa evolução, ainda não há previsão de alta.

CIRURGIA

A segunda cirurgia à qual terá de ser submetido Bolsonaro já estava prevista desde a sua internação e é comum em casos semelhantes.

Foi identificado pelos médicos um clima generalizado de animação em relação a evolução de Bolsonaro, e por isso eles quiseram frisar no boletim de ontem que o quadro permanece grave e que ele ainda precisa evoluir para que se possa sequer cogitar sua saída da UTI.

Ainda não há previsão de data para a realização do novo procedimento, mas ele acontecerá somente depois de considerável evolução do estado de saúde de Bolsonaro.

SEGURANÇA

Os deputados Flavio e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), estiveram na sede da Polícia Federal ontem, onde pediram que a instituição avalie a possibilidade de estender a familiares a proteção oferecida pelo órgão aos candidatos.

Os parlamentares se reuniram com o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, em Brasília. Após a conversa, eles disseram que o PSL, partido ao qual são filiados, deve encaminhar um ofício à PF no qual pedem que sejam estendido a familiares a proteção do órgão.

ANÁLISE

"Eles vão fazer uma análise para saber se há necessidade de mais alguém [ser escoltado], além de presidenciável", afirmou Eduardo. "Eu acho que o principal é com relação a uns familiares que estão mais vulneráveis", completou dizendo que ele, que é deputado federal, e seu irmão, que é deputado estadual no Rio, têm outros mecanismos de proteção, oferecidos pelas casas legislativas.

"A gente não vai baixar a guarda e deixar de ir para rua fazer campanha defender o que a gente defende por causa de ameaça", afirmou Flavio.

Questionados sobre o impacto do atentado para a corrida presidencial, eles disseram que o efeito será inverso à tentativa de tirar Bolsonaro da disputa. "Vai se tornar agente multiplicador. Não foi tiro no pé não, foi facada no pé", ironizou Eduardo.

ATAQUE

O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ), atacou ontem os dois principais institutos de pesquisa do país.

Questionado sobre sua expectativa a respeito do resultado de pesquisa Datafolha, cuja divulgação estava prevista para a noite de ontem, ele respondeu: "Para mim, Datafolha e Ibope são institutos que deviam ser jogados no lixo. Fui vítima disso em 2016, quando fui candidato à prefeitura [do Rio]. O Datafolha me dava 7% no sábado, tive 14% no domingo. Ou por maldade ou por incompetência, eles nunca acertam. Sempre erram".

O deputado deu as declarações após reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, em Brasília.



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