Sexta feira, 16 de novembro de 2018 Edição nº 15057 07/09/2018  










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Liga das Nações dá chance a nanicos

BRUNO RODRIGUES
Da Folhapress – São Paulo

A Liga das Nações colocou frente a frente ontem as duas últimas campeãs mundiais, França e Alemanha, que entraram em campo no primeiro dia de competições do novo torneio que a Uefa promove a partir desta temporada.

Aprovada por unanimidade em congresso da entidade em 2014, a Liga das Nações acontecerá de dois em dois anos e colocará em disputa todas as 55 seleções filiadas.

A justificativa do órgão que controla o futebol europeu para a criação do torneio é dar mais competitividade às datas Fifa, diminuindo o número de amistosos desinteressantes de cada seleção e oferecendo a elas jogos que, em tese, valerão alguma coisa.

Com partidas mais competitivas, a Uefa pretende ampliar também as receitas. Jogos mais atraentes têm mais poder de impulsionar direitos de televisão, o que poderia gerar maior receita tanto para a entidade como para as federações.

Na tentativa de fincar as bases para o reconhecimento da competição como um compromisso sério por parte dela, a Uefa trabalhou na criação de uma identidade a fim de dar uma cara à Liga das Nações, que terá troféu, bola confeccionada especialmente para os jogos do torneio e até um hino em latim, apresentado pelo coro da Ópera de Lausanne, durante o sorteio dos grupos.

O acúmulo de datas da nova competição no calendário europeu, porém, diminuirá a possibilidade de que seleções como Brasil e Argentina possam fazer jogos contra equipes europeias.

Esportivamente, o torneio representará uma segunda chance de classificação à Eurocopa e é certo que colocará um nanico do continente na próxima edição, em 2020.

Gibraltar, de 30 mil habitantes, ou Liechtenstein, 260 vezes menor que sua vizinha Suíça, por exemplo, terão uma chance real de se apresentar ao mundo do futebol no principal torneio europeu de seleções.

Os 55 países foram divididos em quatro ligas com quatro grupos cada uma. Essas ligas funcionam como divisões e terão acesso e rebaixamento. As ligas desta primeira edição foram definidas pelo ranking da Fifa. Na Liga A estarão as melhores equipes, e na D, as piores colocadas.

As partidas acontecem somente dentro do mesmo grupo, evitando disparidade nos duelos, já que os enfrentamentos serão entre seleções próximas no ranking.

A Liga das Nações entra no calendário do futebol também para substituir a repescagem da Eurocopa, uma vez que é essa nova competição que definirá os últimos quatro classificados ao torneio europeu.

As eliminatórias para a Euro 2020 sofrem pequena alteração em relação à última edição. Continuam sendo dez grupos, com os dois primeiros de cada grupo garantindo vaga direta, somando 20 equipes. Não há mais possibilidade de classificação aos melhores terceiros colocados e nem países anfitriões – o torneio será jogado em diferentes sedes espalhadas pela Europa.

As últimas quatro vagas serão decididas em um playoff baseado no rendimento na Liga das Nações.

Participarão desse playoff, que terá semifinal e final, as equipes que não conseguiram vaga direta durante a fase classificatória para a Euro e que venceram seus grupos na Liga das Nações.

Como muito provavelmente as principais seleções da Liga A se classificarão via eliminatórias, criam-se confrontos entre os times que tiveram o melhor desempenho na sequência.

Pelo menos uma seleção por liga se classificará. Se todas as equipes de uma mesma liga já estiverem classificadas, as vagas passam a ser decididas na outra liga, e assim por diante.

Sem enfrentamentos entre seleções de ligas diferentes, é garantido que uma equipe da Liga D, a pior no ranking da Fifa, terá um representante na Euro de 2020.

Portanto, quando Malta e Ilhas Faroé entraram em campo ontem, ao som do hino cunhado especialmente para a Liga das Nações, a partida deixou de ser apenas um amistoso desimportante. Pelo menos para essas seleções, que podem sonhar com uma vaga na elite europeia daqui dois anos.



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