Terça feira, 13 de novembro de 2018 Edição nº 15057 07/09/2018  










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Bolsonaro esfaqueado quando fazia campanha

A Polícia Federal informou que abrirá inquérito para apurar o ataque ao candidato. O órgão explicou que o presidenciável teve um ferimento superficial

Folhapres
O candidato Jair Bolsonaro (PSL) era carregado por apoiadores no centro na cidade quando foi atingido por um homem com uma faca
Da Folhapress – Juiz de Fora-MG

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi esfaqueado na tarde de ontem em ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, na zona da mata de Minas Gerais, segundo a Polícia Militar do estado.

O candidato era carregado por apoiadores no centro na cidade quando foi atingido por um homem com uma faca. Depois do ataque, Bolsonaro foi retirado do local e levado à Santa Casa.

A PM informa que um suspeito de ser o esfaqueador foi detido em flagrante e está na 7ª delegacia da Polícia Civil. Ele se chama Adélio Bispo de Oliveira e tem 40 anos.

A Polícia Federal informou que abrirá inquérito para apurar o ataque ao candidato. O órgão explicou que o presidenciável teve um ferimento superficial.

Pelo Twitter, seu outro filho, Flávio, disse que o pai \"levou uma estocada\", mas passa bem. \"Graças a Deus, foi apenas superficial e ele passa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!\", afirmou.

?Bolsonaro está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 22%, segundo pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira.

MICHEL- TEMER

O presidente Michel Temer avaliou como \"lamentável para a democracia\" a violência sofrida pelo candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro. Segundo ele, o país não pode admitir gestos de intolerância política.

\"É lamentável para nossa democracia. Que sirva de exemplo. Se Deus quiser, o candidato Jair Bolsonaro passará bem e não ocorrerá algo mais grave\", disse.

Em discurso, durante evento no Palácio do Planalto, o presidente disse que já enviou manifestação de solidariedade ao candidato e que não haverá estado pleno de direito no país com manifestações de intolerância.

\"Isso revela algo que devemos nos conscientizar. É intolerável a intolerância que tem havido na sociedade brasileira. É intolerável que falseiem dados na campanha eleitoral\", disse.

REPERCUSSÃO

Após o ataque com uma faca ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), outros candidatos à Presidência da República lamentaram o incidente.

Candidato a vice na chapa do PT ao Planalto, Fernando Haddad classificou como \"absurdo\" e \"lastimável\". \"Nós, democratas, temos que garantir o processo tranquilo e pacífico e reforçar o papel das instituições\", declarou Haddad, ao ser informado sobre o episódio, durante entrevista ao canal MyNews.

Pelo Twitter, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, classificou o ataque como uma \"barbárie\" e disse exigir \"que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis\".

\"Acabo de ser informado em Caruaru, Pernambuco, onde estou, que o Deputado Jair Bolsonaro sofreu um ferimento a faca. Repudio a violência como linguagem politica, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie.\"

Geraldo Alckmin (PSDB) também condenou o ato. \"Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar\", disse o presidenciável em rede social.

Marina Silva (Rede) disse que \"a violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia\". \"Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso País. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política\", declarou.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos comentou o ataque Jair Bolsonaro em juiz de fora e disse que violência não se justifica. \"Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato\", declarou.

João Amoêdo (Novo) disse que é lamentável e inaceitável o que aconteceu. \"Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência.\"

\"O Brasil lutou muito para voltar à democracia e a ter eleições limpas e livres. A violência não pode colocar essas conquistas em risco. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato\", disse.



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