Terça feira, 25 de setembro de 2018 Edição nº 15056 06/09/2018  










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Por eleitores de Lula, Ciro abandona estilo moderado

GUSTAVO URIBE e ISABEL FLECK
Da Folhapress – Brasília e São Paulo

O tom moderado utilizado pelo candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, para atrair o voto de eleitores indecisos não durou um mês.

Na tentativa de ocupar o vácuo eleitoral deixado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado na semana passada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato voltou a adotar estilo agressivo.

A estratégia tem sido de polarizar o debate eleitoral com Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB), tentando se apresentar como um nome mais competitivo e qualificado no campo da esquerda que Fernando Haddad (PT).

Em paralelo, o candidato tem aproveitado a demora na oficialização do substituto de Lula, que deve ser feita apenas na próxima terça-feira, para iniciar um périplo pelo Nordeste, principal reduto eleitoral do partido.

A partir de hoje, ele pretende visitar seis estados: Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba. Nas viagens, quer fazer corpo a corpo com potenciais eleitores e caminhadas em áreas urbanas.

Pesquisa interna encomendada pela equipe de campanha mostrou potencial de crescimento de Ciro sobre eleitores de Lula, sobretudo diante do desconhecimento de Haddad entre parcela da população.

O esforço é de justamente virar votos a favor de Ciro antes que a estrutura petista intensifique a vinculação direta entre Lula e Haddad no material regional de campanha eleitoral.

Apesar da vontade de Haddad de ser lançado imediatamente como o candidato, Lula ainda insiste na defesa de sua própria candidatura. A demora tem limitado a atuação do petista.

FERNANDO HADDAD

Vice de Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) falou abertamente, ontem, sobre a hipótese de ocupar a cabeça da chapa no lugar do ex-presidente.

Questionado ao longo de um dia dedicado a corpo-a-corpo nas portas de fábricas, foi explícito ao responder quando substituiria Lula. "A bola está com o Supremo Tribunal Federal".

Em São Bernardo do Campo, Haddad foi chamado de "futuro presidente do Brasil" até por amigos de Lula e disse que tão importante quanto um homem é seu projeto. Em breves discursos nas portas de montadoras, Haddad repetiu que Lula é 13.

À porta da Volkswagen, ele criticou o Ministério Público por apresentar denúncias às vésperas das eleições.

"Hoje eu ouvi que entraram contra o Alckmin também. Eu tenho um entendimento de que o Ministério Público é importante demais pra ter esse tipo de postura, se deixar usar eleitoralmente, para um lado ou pro outro."

JAIR BOLSONARO

O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, voltou a repetir que o Brasil não suporta mais um novo ciclo de governos do PT e do PSDB.

"O Brasil não suporta mais outro ciclo de PT ou PSDB. Vamos varrer a cúpula desses partidos para a lata do lixo. Vamos dar um pé no traseiro do comunismo."

Bolsonaro chutou um boneco do ex-presidente Lula conhecido por pixuleco e na sequência sinalizou com as mãos um gesto imitando uma arma.

Em Ceilândia, no Distrito Federal, ele repetiu que vai ganhar as eleições no primeiro turno.

"A minha esposa é de Ceilândia. Vamos ter uma primeira dama da Ceilândia ou não vamos?", brincou ao fazer um breve discurso em cima de um carro de som.

Em carreata, ele passou a manhã de ontem no Distrito Federal e terminou o percurso em Taguatinga.

HENRIQUE MEIRELLES

O candidato à Presidência pelo MDB, Henrique Meirelles, fez a plateia rir na sabatina Estadão-Faap ontem ao afirmar que nunca fumou maconha.

"Em primeiro lugar, eu nunca fumei maconha nem cheirei cocaína", disse o ex-presidente do Banco Central e ex-Ministro da Fazenda ao ser questionado sobre suas posições em relação ao assunto.

Após ressalvar que considera adequado desincentivar o uso, Meirelles disse que, por outro lado, "ninguém deve ser preso pelo consumo".

Ele contou o relato que ouviu de um motorista de aplicativo cujo filho havia sido preso por consumo e, segundo o pai, a polícia teria "fabricado" um flagrante para enquadrar o caso como tráfico.

"Todos têm que ser alertados sobre os efeitos. No caso de drogas mais pesadas, o efeito sobre o cérebro é negativo. A maconha tem controvérsias, mas existe um questionamento científico. Eu acho que ninguém deve ser preso pelo consumo e o tráfico deve ser combatido", disse Meirelles à plateia de alunos da Faap.



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