Terça feira, 20 de novembro de 2018 Edição nº 15056 06/09/2018  










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Promotor apresenta ação contra Alckmin

Segundo os promotores, o tucano aceitou pelo menos R$ 7,8 milhões da Odebrecht para financiar sua campanha à reeleição, em 2014, por meio de caixa dois

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Alckmin alegou desconhecimento para rebater duas reuniões, para supostamente negociar caixa dois para suas campanhas
BRUNO BOGHOSSIAN
Da Folhapress – Brasília

O Ministério Público de São Paulo ajuizou ontem uma ação de improbidade administrativa contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à Presidência na eleição deste ano.

Segundo os promotores, o tucano aceitou pelo menos R$ 7,8 milhões da Odebrecht para financiar sua campanha à reeleição, em 2014, por meio de caixa dois.

O promotor Ricardo Manuel Castro pede que Alckmin seja condenado à suspensão dos direitos políticos, à perda de eventual função pública e à perda dos valores ilicitamente acrescidos a seu patrimônio. O ex-governador nega qualquer irregularidade no financiamento.

O Ministério Público afirma que o tesoureiro da campanha de Alckmin, Marcos Monteiro (ex-secretário de Planejamento), agendou uma reunião com executivos da Odebrecht na sede da empreiteira para pedir uma doação sem declaração à Justiça Eleitoral.

Segundo as investigações, a entrega dos recursos foi feita em dinheiro vivo, em um hotel da zona sul de São Paulo. Os promotores apontam o pagamento em nove parcelas, de 30 de abril de 2014 a 31 de outubro de 2014.

O valor de cada remessa variava de R$ 300 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com os investigadores. O Ministério Público corrigiu o valor total pela inflação, somando R$ 9,9 milhões.

O repasse é classificado como um "esquema fraudulento" para financiar a candidatura do tucano naquela disputa.

A apresentação da ação foi noticiada pelo site Jota e confirmada pela Folha.

FINANCIAMENTO

A ação apresentada por Castro afirma que o financiamento foi confessado por dirigentes da Odebrecht. A finalidade seria "manter o bom relacionamento" com o governo, "mantendo benefícios em licitações fraudadas, contratos, privatizações e parcerias público-privadas".

O documento afirma que Luiz Antônio Bueno, diretor da Odebrecht Infraestrutura para a região Sul e o estado de São Paulo, procurou no fim de 2013 Marcos Monteiro, cujo codinome na empreiteira era "M&M".

"A intenção da Construtora Norberto Odebrecht S/A era manter o projeto de concessões e privatizações do Estado de São Paulo, bem como acobertar diversas fraudes à lei de licitações, tais como formação de cartel e superfaturamento de obras", anota o promotor.

Segundo os investigadores, Monteiro pediu uma doação de R$ 10 milhões; apenas R$ 8,3 milhões foram aprovados nos Benedicto Júnior, que comandava o Setor de Operações Estruturadas da empresa; e R$ 7,8 milhões foram efetivamente pagos.

A ação aponta que o dinheiro era obtido com o doleiro Álvaro Novis, citado em outras investigações de financiamento irregular de campanhas. De acordo com o Ministério Público, o dinheiro era entregue a um portador "indicado pelo requerido Marcos Antônio Monteiro".

Castro solicita o bloqueio de bens dos acusados. Pede ainda que a Odebrecht seja multada em um valor de 0,1% a 20% de seu faturamento bruto no ano passado e condenada à dissolução compulsória.

DESCONHECE

Candidato à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin alegou desconhecimento para rebater duas reuniões, em 2010 e em 2014, para, supostamente, negociar caixa dois para suas campanhas.

A Folha de S.Paulo mostrou ontem que José Eduardo Alckmin, advogado e primo do tucano, mencionou em depoimento prestado por escrito, em julho de 2017, uma reunião com um delator da Odebrecht que o acusa de ter recebido caixa dois.

Em 2010, Alckmin disputou com sucesso o governo de São Paulo. Paschoal, em delação homologada em 2017, afirmou que no encontro foi acertada uma doação por meio de caixa dois de R$ 2 milhões, o que o tucano nega.

Em março de 2018, Alckmin negou em entrevista que o encontro tenha ocorrido.

Questionado ontem sobre a contradição, ele limitou-se a dizer que desconhece o depoimento.

"Eu não conheço este depoimento até porque está em sigilo. Não sei como a imprensa consegue, mas eu não tenho acesso", afirmou Alckmin.

O tucano teve outra notícia negativa nesta manhã: o Ministério Público de São Paulo ajuizou nesta quarta-feira (5) uma ação de improbidade administrativa contra o presidenciável.



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