Sábado, 22 de setembro de 2018 Edição nº 15056 06/09/2018  










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Liga de Surfe troca mar por piscina

BRUNO RODRIGUES
Da Folhapress – São Paulo

A busca quase utópica por mares em condições ideais levou o americano Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial, a fabricar suas próprias ondas. A ideia deu certo, e agora a piscina montada por ele na Califórnia (EUA) receberá uma etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL).

De quinta-feira a domingo, os principais surfistas do mundo competirão na piscina do chamado Surf Ranch Pro, pela oitava etapa da temporada, a primeira da história com ondas artificiais.

A disputa no rancho de Slater é uma novidade aguardada desde a sua inauguração, em 2015, após nove anos de desenvolvimento do projeto.

Inaugurada como um lago para esqui aquático, a piscina é uma parceria com Adam Fincham, pesquisador na USC (Universidade do Sul da Califórnia) e especialista em mecânica dos fluidos. Fincham, que cresceu na Jamaica, não sabia quem Slater era até o surfista contatá-lo, em 2006.

"Foi trabalho dele [Fincham] descobrir como fazer o swell [ondulação, formada por tempestades no mar], e era meu trabalho descobrir como quebrar aquele swell", afirmou Slater em uma entrevista à revista Science.

Piscinas de ondas não são uma novidade e existem há 50 anos. Mas até a melhor delas, segundo os especialistas, não consegue se aproximar do que foi feito no Surf Ranch Pro, localizado no centro da Califórnia, a 175 quilômetros da praia mais próxima.

Funciona assim: uma lâmina de metal parcialmente submersa chamada "hydrofoil" corre a lateral da piscina, movimentando-se por um trilho com a ajuda de mais de 150 pneus de caminhão e cabos, atingindo cerca de 30 quilômetros por hora.

A lâmina faz movimentos de vaivém para os lados, primeiro empurrando a água para dentro e criando a onda, depois recolhendo a estrutura de metal, "recuperando" parte da água que foi empurrada.

Esse processo cria o que os físicos chamam de sóliton, uma onda solitária que imita um swell individual no mar aberto. Isso é, uma sessão inteira, que pode durar até 50 segundos, oferecerá aos surfistas a possibilidade de várias ondas ideais e quase idênticas.

Com isso, alguns analistas do esporte acreditam que a piscina colocará ainda mais à prova a capacidade técnica dos atletas, que no mar aberto podem ficar à mercê das condições climáticas, decidindo baterias e etapas com ajuda da sorte e da boa leitura do mar por parte dos surfistas.



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