Quinta feira, 20 de setembro de 2018 Edição nº 15055 05/09/2018  










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Mauro e Wellington criticam Caravana da Transformação

Da Reportagem

Após deflagração da Operação Catarata, a Caravana da Transformação, promovida pelo governador Pedro Taques (PSDB), se tornou alvo de críticas dos candidatos ao Governo do Estado Mauro Mendes (DEM) e Wellington Fagundes (PR).

O democrata, por exemplo, disse que não dará continuidade ao projeto caso seja eleito em outubro. No entanto, garante que pretende dar continuidade a esse tipo de prestação de serviços, mas de forma mais austera e séria.

“Fazer cirurgia de catarata e continuar prestando um serviço de saúde por meio de um programa itinerante é totalmente válido e existe em vários estados do país. No entanto, existem formas mais baratas e eficientes de se fazer isso. Continuar o serviço de saúde nós vamos, mas com mais controle”, garantiu.

As declarações de Mendes fazem referência a Operação Catarata, deflagrada nesta segunda-feira (03) pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), a qual investiga fraudes no contrato firmado com a empresa 20/20 Médicos e Serviços, responsável pelos serviços oftalmológicos da caravana.

“Eu já tinha as minhas desconfianças sobre a eficácia da Caravana. O maior gasto não era com cirurgia para a população, era com propaganda, material gráfico, com diárias. Era muito mais uma festa política do que qualquer outra coisa, pois a maior parte dos gastos era com aquilo que não era entregue para a população. É uma vergonha, mais um escândalo desvendado nesta gestão”, finalizou o democrata.

Fagundes, por sua vez, criticou o fato de Taques ter fechado contrato com uma empresa de fora. “Podemos reunir as entidades filantrópicas. Temos aqui o Lions da Visão que poderia ser o grande parceiro do Estado para resolver esse problema. O Governo resolveu buscar de fora, agora ele tem que dar explicações (por essa escolha). Eu como governador valorizaria o Lions da Visão porque teríamos um custo muito menor, além de ser respeitado porque prestam serviços como as Santas Casas e com custo menor”, pontuou.

Em contrapartida, afirma que não irá fazer pré-julgamentos. “Eu não tenho condições de criticar um serviço que atendeu muita gente. Agora, se tem problemas os órgãos de controles estão aí para fiscalizar. O Político não pode ter medo de fiscalizar. Quem errou tem que pagar, mas eu não quero apontar o dedo para ninguém. Quem vai responder são órgãos de controle”, finalizou. (KA)



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