Sexta feira, 21 de setembro de 2018 Edição nº 15055 05/09/2018  










TELEVISÃOAnterior | Índice | Próxima

Christiane Torloni diz que a idade ajuda a fazer uma ‘faxina na vida’

Avó pela primeira vez, ela se divide entre o neto e a Carmen de ‘O tempo não para’

FABIANA SCHIAVON
Da Folhapress - Rio

À vontade ao personificar a mulher moderna em “O tempo não para”, Christiane Torloni é, assim como sua Carmen, feminina, bela, independente, mãe, profissional, madura... E, talvez pela experiência, consciente de que os opostos, sim, se atraem. “Romances só acontecem porque as pessoas são diferentes”, diz. Resta saber se vai virar amor o encantamento mútuo entre a empresária e Dom Sabino (Edson Celulari), um homem recém-chegado do século XIX. Mas a diferença de costumes que separa esse possível casal não é o único conflito à vista. Afinal, o ex-congelado é casado com Augustina (Rosi Campos). Nesta conversa, a atriz de 61 anos fala sobre relacionamentos extraconjugais, beleza, envelhecimento e o primeiro neto, Lucca, de 1 ano, fruto do casamento de seu filho, o ator Leonardo Carvalho, com a atriz Keruse Bongiolo.

Os opostos se atraem

“Alguém em sã consciência se apaixona por alguém? Se você listar todas as características de uma pessoa, vai pensar que é impossível ter alguma coisa com ela. É a diferença que encanta. Senão, a gente ficaria só com a família, porque já conhece todo mundo. O romance em si tem o sentido do perigo. É isso que dá a borboleta no estômago. Quem está apaixonado não sabe como agir com o outro, e isso é muito legal, porque nos remete a uma certa pureza”.

Carmen e Dom Sabino

“Tomo cuidado com essa relação porque ‘O tempo não para’ é às sete da noite, não às 11, quando ser casado ou não ser casado pode ser discutido de uma outra maneira. Mas tudo pode acontecer”.

Caso extraconjugal

“Já ouvi histórias de pessoas que amam profundamente outras e movem montanhas por causa disso. Mas, neste caso de uma das partes ser casada, vem separação, uma família que se desfaz. É uma situação complexa. É complicado ser o agente do sofrimento de outra pessoa e já começar uma relação sabendo que aquilo vai ser fonte de muita dor. Essa situação gera uma energia muito ruim. Quando duas pessoas livres se encontram, todo mundo acolhe, torce para que o casal dê certo. Mas, a partir do momento em que uma relação começa com gente chorando, filho, pensão, divórcio, tem que ser um sentimento muito avassalador para seguir em frente. Essa não é a minha praia”.

Segredo de beleza

“Não tem milagre. É preciso disciplina. Não sou uma pessoa que fica direto dentro de centro estético nem em spa. Mas não dá para ganhar dez quilos, perder dez quilos... Tenho cuidado com a alimentação. De vez em quando, como batata frita, feliz da vida, mas esse não é o meu dia a dia. Sou adepta das sopas e dos chás. E sempre fiz exercícios físicos. Ando de bicicleta, caminho...”.

Envelhecimento

“É óbvio que aos 60 não temos a pele dos 30, mas vou fazer o quê? Tem pessoas que ficam mal com isso. Não adianta. Eu mesma faço a minha maquiagem. Então, todos os dias vejo uma cara diferente. Um dia estou melhor, no outro, pior... Assim vou lidando com o passar do tempo. A gente não envelhece em um ano. Tem tempo para se preparar. Mas se tem uma coisa que nos faz envelhecer é o estresse. Quando estou estressada, faço uma meditação. Ainda sou um bicho que precisa ser domesticado, mas só eu posso me domesticar”.

Avó do Lucca

“Pegar no colo o filho de um filho é uma maravilha. Minha mãe (a atriz Monah Delacy, de 88 anos) é bisavó. Isso é lindo. E as pessoas não querem que o tempo passe? Eu achava que não ia chegar aos 30. Andava de kart, voava de asa-delta... O tempo também nos dá vitórias silenciosas, como um enorme comprometimento com o equilíbrio interno. Não quero nada que me tire a paz. Nem ninguém. Nessa fase, a gente começa a fazer uma faxina na vida. Práticas e pessoas desestabilizantes? Não quero. Relações com confronto? Também não”.

Amor incondicional

“Lucca abriu um portal de amor. Não sabia que podia amar ainda mais. Depois do neném, amo ainda mais o meu filho e a minha nora. A vida é muito generosa”.

Estado civil

“Isso é absolutamente secreto. Aprendi com a vida que não preciso mais falar dessas coisas”.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:45 BOA DISSONANTE
19:44 Eduardo Mahon conversa com o intelectual João Antônio Neto
19:43 Os presidenciáveis e a Previdência
19:42 Educação no pré-sal
19:42 Aplicativos: empregado ou não?


19:42 Desafios do envelhecimento
19:41 Custo da incerteza
19:36 Morre aos 92 anos a atriz Beatriz Segall
19:36
19:35 Patrycia Travassos volta à Globo
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018