Segunda feira, 19 de novembro de 2018 Edição nº 15055 05/09/2018  










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Ciro: eleitor de Bolsonaro é truculento

"Lembre-se que quem está puxando o candidato são os ricos, os brancos e os machos - ou os homens-, e é basicamente esse lado mais egoísta da sociedade", disse

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Ciro Gomes: "Eu acho que a elite brasileira está produzindo o Bolsonaro”
ISABEL FLECK
Da FolhaPress – São Paulo

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse ontem que o eleitor de Jair Bolsonaro (PSL) é o "lado mais truculento e mais egoísta da sociedade" e que a elite brasileira está produzindo Bolsonaro.

"Lembre-se que quem está puxando o Bolsonaro são os ricos, os brancos e os machos - ou os homens-, e é basicamente esse lado mais truculento e mais egoísta da sociedade", disse Ciro em sabatina promovida pelo Estadão e a FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado).

Segundo Ciro, o voto no Bolsonaro é um "pit stop na corrida". "Sabe como é? O carro vem e de repente para trocar o pneu, botar gasolina", afirmou. }"Mas daí a ter que ganhar a eleição, eu acho que o povo brasileiro não cometerá esse suicídio coletivo", completou.

"Eu acho que a elite brasileira está produzindo o Bolsonaro, porque o Bolsonaro está interpretando um papel e a elite brasileira cobra ele no texto que ele decorou."

“ALCKMIN DEIXA ROUBAR” - Em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo em parceria com o UOL e o SBT, na segunda (3), o candidato do PDT à Presidência, disse ser "flagrante" que o adversário Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, "deixa roubar".

"O presidente da República tem que dar exemplo, a tarefa do presidente, do chefe de Estado, não é só não roubar, é não deixar roubar. Eu não tenho dificuldade com as questões escandalosas que envolvem o [Geraldo] Alckmin, mas é flagrante que ele deixa roubar."

Retirar o nome do SPC

"Evidentemente [que a dívida passará do banco privado para o público]. Eu quero restaurar a condição de consumo da família brasileira. Quem chamou atenção para essa proposta foram os meus adversários, que são demofóbicos, têm horror a povo. Eles não disseram nada quando o Brasil dispensou R$ 370 bilhões de rico.

Reformas

"O teto de gastos eu vou tensionar para fazê-lo antes de tomar posse. Porque ficará evidente ao brasileiro que isso é fisicamente impraticável. Segundo, será a reforma fiscal e a reforma política. Reforma fiscal é a reforma dos dois [junto com a Previdenciária]. Não há uma sem a outra."

Impostos

"O pobre e a classe média no meu governo vão pagar menos imposto. Agora os ricos vão pagar mais. Só o Brasil e a Estônia não pagam imposto sobre lucros e dividendos. Quero fazer uma coisa moderada. E só vão pagar imposto [sobre heranças] mais pesado as heranças acima de R$ 2 milhões."

Greve de caminhoneiros

"Ninguém no meu governo vai fechar estrada para impedir pessoas doentes de transitar, para impedir galinha de chegar viva. 70% [dos que pararam em maio] não são caminhoneiros, são empresários que usam a linguagem da greve pra fazer locaute. Quem transgredir a lei vai preso, não tem conversa. Não sou dessa esquerdinha boboca, não, que fica alisando bandido."

Salário mínimo

"Hoje o salário mínimo está travado porque ele é uma espécie de indexador para aposentadorias etc. E ainda é multiplicador de salário para outras categorias que conseguiram legislações específicas. É preciso destravar isso num ambiente de saneamento das contas públicas. E aí eu pretendo retomar sim um esforço de galopar, em termos reais, prudentes, sérios o valor de compra do salário mínimo."

Crime organizado

"[Vou] transformar em federal da investigação à prisão, à responsabilidade pelo enfrentamento do narcotráfico, da facção criminosa, dos crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro. Isso aqui não se faz com aparato, se faz com inteligência policial, com tecnologia."

Incêndio no Museu Nacional

"O acervo mais importante do Brasil queimou porque eles liberaram até abril R$ 80 mil de um orçamento de R$ 520 mil. E aí quando os bombeiros chegaram, os hidrantes estavam secos. São uns canalhas."



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