Terça feira, 25 de setembro de 2018 Edição nº 15055 05/09/2018  










AJUDA HUMANITÁRIAAnterior | Índice | Próxima

Cuiabá já recebeu mais de 140 venezuelanos

Ontem, mais 24 imigrantes chegaram em Cuiabá por meio do processo de interiorização do governo federal

ARQUIVO
Ontem, 24 venezuelanos chegaram em Cuiabá por meio do processo de interiorização do governo federal
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Mais 24 venezuelanos chegaram, ontem, em Cuiabá. Em um grupo formado por 204 imigrantes, eles deixaram Roraima (RR) em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em direção à capital mato-grossense, onde as famílias são acolhidas pelo Centro Pastoral do Migrante, que fica no Bairro Carumbé. Os demais foram levados para Manaus (AM).

Esta é a quarta transferência de refugiados para à Casa Pastoral, que desde o início do processo de interiorização já recebeu outros 119 venezuelanos. “A medida que vão arrumando trabalho, eles vão saindo (da casa). Mas há quem vem de forma individual, sem fazer parte do programa federal de interiorização. São pessoas que vêm sozinhas, de ônibus, de avião ou pegam uma carona. Então, toda hora tem gente chegando”, informou Marilete Mulinari Girardi, auditora fiscal do trabalho e que é apoio no Centro Pastoral.

Na capital, eles buscam novas oportunidades. Conforme Girardi, dos 119 pelo menos 68 já conseguiram emprego. “Uma das dificuldades que enfrentam é a língua, embora os venezuelanos consigam se comunicar melhorar que os haitianos, a comunicação continua sendo uma barreira. A outra dificuldade fica da falta de vagas no país, onde há 13 milhões de desempregados”, comentou.

Segundo ela, os venezuelanos que vieram para Cuiabá possuem formação em diferentes áreas, como enfermagem, administração e docência. Mas, também há pessoas sem qualificação. “As vagas têm surgido nos mais diferentes setores. Em fazendas, empresas terceirizadas, como limpeza, na indústria e no transporte de cargas”, destacou.

Mas, além de conseguir emprego, outra preocupação é garantir o acesso à educação para os filhos. Segundo Girardi, a maioria já está matriculada, mas há entre quatro ou cinco crianças venezuelanas que aguardam vagas em creches. Situação semelhantes enfrentam os filhos dos haitianos, que também aguardam para serem matriculados na educação infantil.

Depois que arrumam emprego, o estrangeiro fica mais 45 dias na Casa Pastoral, até que receba o primeiro salário e tenha condições de custear as próprias despesas. Contudo, precisam de praticamente tudo para reconstruir a vida fora do local, como fogão, geladeira, copos, pratos, talhares, colchões, entre outros.

“A casa sobrevive de doações, como alimentos e colchões, e do apoio da prefeitura. E, tudo que as pessoas puderem doar não fica na casa. Eles levam para poder começar minimamente a vida. Toda doação é bem vida”, frisou. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3641-1451.

O processo de interiorização conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:45 BOA DISSONANTE
19:44 Eduardo Mahon conversa com o intelectual João Antônio Neto
19:43 Os presidenciáveis e a Previdência
19:42 Educação no pré-sal
19:42 Aplicativos: empregado ou não?


19:42 Desafios do envelhecimento
19:41 Custo da incerteza
19:36 Morre aos 92 anos a atriz Beatriz Segall
19:36
19:35 Patrycia Travassos volta à Globo
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018