Segunda feira, 19 de novembro de 2018 Edição nº 15054 04/09/2018  










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Geraldo Alckmin anuncia “bolsa botijão”

O candidato à Presidência pelo PSDB promete subsidiar metade do vale-gás para famílias carentes. Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro se atacam em vídeos

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Geraldo Alckmin reage a comentário do adversário Ciro Gomes (PDT), chamando-o de "aloprado fujão"
THAIS BILENKY
Da Folhapress – São Paulo

Em anúncio no comitê de campanha, no edifício Joelma, o candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu subsidiar metade da tarifa do botijão de gás para famílias carentes.

O custo estimado é de menos de R$ 2 bilhões por ano para beneficiar 8,3 milhões de famílias, que, segundo Alckmin, já estão cadastradas na tarifa social de energia elétrica.

São aquelas que ganham uma renda per capta menor que meio salário mínimo, as que estão no BPC (benefício de prestação continuada), que tenham membro com doença ou deficiência grave.

Ele disse que os recursos adviriam de "um ajuste fiscal muito forte", mas não detalhou a fonte. "O que tem de espaço no governo para reduzir gastos é enorme na área federal", afirmou.

Alckmin mencionou dado do IBGE, segundo o qual 17% da população não consegue usar gás, optando por lenha, que traz risco de incêndio e acidentes domésticos.

'ALOPRADO FUJÃO'

Alckmin reagiu a comentário do adversário Ciro Gomes (PDT) ontem, chamando-o de "aloprado fujão".

Em sabatina à Folha de S.Paulo, UOL e SBT, Ciro disse que "a tarefa do chefe de Estado não é só não roubar, é não deixar roubar. Eu não tenho dificuldades com as questões escandalosas que envolvem o Alckmin, mas é flagrante que ele deixa roubar".

O tucano foi às redes sociais. "Irresponsabilidade de quem tenta fugir da obrigação de esclarecer a grave denúncia publicada pela Veja. Agindo como um aloprado fujão, Ciro presta um desserviço ao debate eleitoral", atacou Alckmin.

A revista publicou reportagem ligando o presidenciável a um esquema de corrupção no governo de seu irmão Cid Gomes. Ciro disse que processaria a publicação.

ATAQUES

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) lançou vídeo mostrando o adversário na disputa à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) maltratando mulheres e fez subir a tensão entre os dois.

O vídeo, veiculado no sábado, primeiro dia do horário de TV com presidentes, começa com uma questão: "Você gostaria de ser tratada deste jeito?". Então, reveza imagens de dois episódios em que Bolsonaro xinga mulheres.

Uma das situações ocorreu em 2003, na Câmara, com a deputada federal Maria do Rosário (PT). Na ocasião, ela acusou Bolsonaro de promover a violência sexual, na frente das câmeras da RedeTV!. "Jamais iria estuprar você, porque você não merece", afirmou ele.

Maria do Rosário, então, disse que daria uma bofetada em Bolsonaro se ele tentasse algo. Ela recebeu empurrões do deputado, que disse "dá que eu te dou outra" antes de chamá-la de "vagabunda" e ser contido pelos seguranças da Câmara.

Em 2014, Bolsonaro voltou a repetir que não estupraria Maria do Rosário porque ela não merecia."Atualmente, o parlamentar é réu de duas ações penais no Supremo, que tramitam em conjunto, sob a acusação de incitar o crime de estupro no episódio.

O outro caso citado na propaganda Alckmin aconteceu também em 2014, com a repórter Manuela Borges, então funcionária da RedeTV!. Bolsonaro se irritou com uma pergunta sobre a ditadura militar e chamou a jornalista de idiota e ignorante. Manuela cogitou processá-lo, mas, segundo disse ao UOL, desistiu da ação depois de ser desencorajada pela emissora.

Enquanto alterna entre os dois episódios, a propaganda de Alckmin pergunta se o eleitor gostaria de ter a mãe ou a filha tratada daquela maneira. "Você gostaria de ter um presidente que trata as mulheres como Bolsonaro trata?", conclui o vídeo.

Bolsonaro respondeu à propaganda primeiro no Twitter. "Você gostaria de que sua filha ficasse sem merenda escolar?", escreveu. A resposta faz referência à máfia da merenda, alvo de duas operações nos últimos anos, com políticos paulistas presos por suspeita de recebimento de propina.

O deputado também se queixou dos ataques durante ato de campanha em Rio Branco, no Acre. "Começou o horário eleitoral gratuito, começaram as agressões. Tá o chuchu me atacando o tempo todo. Aquele cara acusado de roubar a merenda de nossos filhos", afirmou.



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