Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 15053 01/09/2018  










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PIB cresce 0,2%; indústria cai 0,6%

Da Folhapress – São Paulo e Rio

A paralisação dos caminhoneiros drenou a atividade econômica em maio e fez com que o PIB (Produto Interno Brutno) ficasse praticamente parado no segundo trimestre.

O IBGE divulgou ontem que o PIB cresceu 0,2% entre abril e junho em comparação com o trimestre anterior.

Em valor, o PIB foi de R$ 1,693 trilhão.

Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país dava os primeiros passos de saída da recessão, a alta foi de 1%. Para se ter uma ideia de que quanto se perdeu, em abril, antes da paralisação, os economistas previam que o crescimento pudesse ser pelo menos o dobro do que acabou se confirmando nessa medida de comparação.

O resultado veio acima do esperado pela maior parte dos analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg.

A aposta central era de um leve crescimento de 0,1% no trimestre em relação aos três primeiros meses do ano e de uma expansão de 1,1% ante o segundo trimestre de 2017.

No acumulado em 2018, a economia cresceu 1,1%, segundo o IBGE. A previsão do governo é que o PIB termine o ano com uma expansão de 1,6%, mas para os economistas as apostas estão mais moderadas, de 1,47%.

O segundo trimestre começou forte, segundo a economista Silvia Matos, do Ibre/FGV. Mas a paralisação, que durou 11 dias no fim de maio, fez com que setores como a indústria de transformação e o de transportes mergulhassem no negativo.

Sem insumos para produzir nem capacidade de escoamento, fábricas paralisaram totalmente suas atividades. No campo, animais morreram sem alimento e outros produtos, como leite e ovos, estragaram e foram jogados fora.

Em junho, setores recuperaram a perda do mês anterior - a produção da indústria cresceu 13% depois de mergulhar 11%-, mas isso foi insuficiente para resgatar o ritmo de expansão em que estavam antes da paralisação estourar.

SETORES

O IBGE mostrou que a indústria caiu 0,6% no segundo trimestre, ante os primeiros três meses do ano. Os serviços tiveram uma leve alta, de 0,3%, e a agropecuária também ficou no zero a zero.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, quase todos os setores aparecem no azul: indústria (+1,2%), serviços (+1,2%) e agropecuária (-0,4%), em razão da base fraca de comparação.

Olhando o PIB pela demanda, os investimentos recuaram 1,8%, ante o primeiro trimestre do ano, afetados pela quebra da confiança de empresários, que retomava lentamente após a saída da recessão.

O consumo das famílias cresceu 0,1% e os gastos do governo, 0,5%, amparados numa maior arrecadação de impostos.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, os investimentos subiram 3,7%, o consumo, 1,7% e os gastos do governo, 0,1%.

O consumo e os serviços crescem na esteira da maior geração de empregos neste ano, mesmo que em vagas de menor qualidade, em ocupações informais.

O crédito às pessoas físicas também está no positivo e, segundo dados do Banco Central, cresceu 9,4% nos 12 meses encerrados em julho, graças principalmente a linhas com mais garantias aos bancos emprestadores, como consignado e de automóveis.



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