Sexta feira, 16 de novembro de 2018 Edição nº 15053 01/09/2018  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Lei do espelho

Outro dia, durante uma palestra sobre direitos humanos, ouvi uma passagem sobre a 'Lei do Espelho'. Depois, sem querer, lá estava eu refletindo e pesquisando sobre o que seria tal lei. Claro que não estamos nos referindo ao sentido literal da palavra, mesmo porque essa lei não existe.

E não é que a reflexão está sendo positiva. Positiva no sentido de aprender e rever pensamentos e atitudes em nós enraizadas sobre uma infinidade de coisas do dia a dia. Especialmente em relação ao modo de ver o mundo e o outro, e a convivência em família, no trabalho e no meio social.

Sabemos que o que pensamos e nutrimos sobre o próximo está em nosso interior, tem a ver com nosso próprio eu. Isso explica as ideias que formamos sobre alguém antes de verdadeiramente conhecê-lo.

Quem nunca murmurou ou mesmo apontou com frases do tipo: "aquele ali tem uma cara... Humm! Parece bandido. Sei não, não me parece confiável".

Sabemos que nenhum ser humano traz escrito da testa o que é ou poderia ser. Costumamos tirar nossas próprias conclusões por ver e/ou ouvir falar. Por isso nos enganamos e acabamos por adotar medidas extremas, seja por prejulgamento, preconceito, excesso de confiando ou desconfiança.

No caso em questão, o espelho não é um simples objeto que reflete a nossa própria imagem, bela ou feia, gorda ou magra, triste ou alegre... Pode servir para dizer quem somos e ou queremos e, claro, podemos ser. Também fortalecer ou estabelecer novas metas e por aí vai.

Há dias em que nos vemos mais bonitos, bonitos em vários sentidos, físico e moral. Quando estamos alegres, felizes, podemos ter uma fisionomia mais leve e descansada, portanto, mais bela.

No dia seguinte, dependendo do que fazemos e das nossas atitudes, a imagem física pode até estar bonita que mesmo assim nos vemos feios, arrependidos e, muitas vezes, preocupados com as possíveis consequências.

Por mais conhecimento que tenhamos acumulado ao longo de nossas vidas, aprender e uma ação contínua. Aprendi mais um pouquinho com essa.

Aproveitando o espaço e o momento político do país, digo que temos no Brasil uma legião de políticos precisando parar na frente do espelho não somente para arrumar o terno ou ajeitar o nó da gravata.



ALECY ALVES, Jornalista e estudante de Serviço Social



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