Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 15053 01/09/2018  










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Mais de 75% têm desempenho insuficiente

No Estado, os dados revelam uma estagnação dessa etapa escolar se comparado a 2015, com viés de queda na última etapa do ensino médio

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Em Mato Grosso, mais de 75% dos alunos não atingem o nível básico de conhecimentos em língua portuguesa e matemática
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Em Mato Grosso, mais de 75% dos concluintes do ensino médio não atingem o nível básico de conhecimentos em língua portuguesa e matemática, apontam os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). No Estado, os dados revelam uma estagnação dessa etapa escolar se comparado a 2015, com viés de queda.

Este é o caso da língua portuguesa, disciplina em que os estudantes mato-grossenses alcançaram a proficiência média de 262 pontos, um resultado negativo ou inferior (-2.1) a 2015, ficando, inclusive, abaixo da média nacional (270 pontos). Os demais estados que também apresentaram resultados inferiores foram Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina e São Paulo.

Os indicadores considerados preocupantes são do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

A última edição foi aplicada pelo governo em 2017 para estudantes de escolas públicas e privadas. A avaliação oficial nas duas disciplinas é um dos componentes que formam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Ideb conjuga a nota do Saeb com dados de aprovação, reprovação e abandono, e será divulgado na próxima segunda-feira.

“O ensino médio está no fundo do poço. É inaceitável que mais de 70% dos estudantes do ensino médio estejam no nível insuficiente tanto em língua portuguesa quanto em matemática, após 12 anos de escolaridade”, reconheceu o ministro da Educação, Rossieli Soares, durante a divulgação dos resultados.

Ainda, no Estado, o percentual dos alunos às vésperas de concorrer a uma vaga do ensino superior com conhecido adequado em português é de apenas 0,06%. Os demais estão entre os níveis insuficiente (de zero a três) e o básico (de 4 a 6). Para se ter uma idéia, o percentual de distribuição dos estudantes nos níveis de escala mostra que 25% apresentam nível zero de proficiência no ensino médio em língua portuguesa.

Já em matemática, os concluintes mato-grossenses da educação básica alcançaram 264.9 pontos, porém, média inferior a nacional. Contudo, apesar de pequeno, houve um incremento no desempenho de 1.6 pontos se comparado a 2015. Em todo país, apenas cerca de 4,5% dos estudantes que participaram do Saeb apresentaram aprendizagem adequada nesta etapa.

Para Soares, o Brasil precisa avançar na agenda do ensino médio por que não dá para aceitar que dois terços dos jovens brasileiros não tenham a aprendizagem necessária. “Tivemos resultados positivos que indicaram alguma melhora, especialmente no ensino fundamental, nos anos iniciais, onde todas as unidades da federação apresentaram uma evolução no desempenho, tanto em português quanto em matemática, e este é um bom dado. Mas no ensino médio os níveis são insuficientes, ou seja, não está havendo a aprendizagem que deveria estar garantida a cada um dos jovens brasileiros. É uma responsabilidade dos governos avançar nessa agenda, melhorar e dar mais condições à educação básica de forma geral para impactar no ensino médio”, afirmou.

Pela primeira vez, o MEC classificou os níveis de proficiência que estão organizados em uma escala de 0 a 9, ou seja, quanto menor o número, pior o resultado. Níveis de 0 a 3 são considerados insuficientes; entre 4 e 6 os alunos têm nível de conhecimento básico; e a partir de 7 até 9, adequado. Neste último caso, o percentual em português está abaixo de 1,6%, no Estado.

Assim, Mato Grosso também apresentou melhorias. Ao agregar 9,1 pontos de proficiência no 9º ano do ensino fundamental na língua portuguesa, o Estado ficou entre as 16 unidades da federação que alçaram mais aprendizagem do que a média nacional (6 pontos), entre 2015 e 2017. Os demais foram Alagoas, Tocantins, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Ceará, Piauí, Acre, Goiás, Espírito Santo, Sergipe, Roraima e Pernambuco.

Já no 5º ano em português, o Estado demonstrou obteve cinco pontos de proficiência média entre 2015 e 2017, mas ficou abaixo da nacional (7 pontos) e, com isso, alcançou 210,5 pontos. Na rede estadual, a proficiência na disciplina ficou em 0,41% no 5º ano e 18,21% no 9º ano. Aproximadamente 50% dos estudantes mato-grossenses níveis entre 4 e seis (básico).

Quanto ao 9º ano do ensino fundamental em matemática, o Estado agregou 4.1 pontos, o que o colocou entre os que ficaram acima da média nacional (2), assim com o Tocantins, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, Rondônia, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro, Acre, entre outros. Ainda assim, apenas 0,15% saem do ensino fundamental para o médio com conhecimento adequado na disciplina. Somente, 38,87% têm nível acima de 5.

Ainda na matemática, a turma do 5º ano a proficiência média de 219.2, agregando 3,2 pontos, abaixou da nacional que foi de 5. No Estado, 14,2% dos alunos nessa etapa de ensino alcançaram a pontuação máxima. Porém, 11,92% estão no percentual de alerta. “Embora os resultados ainda não sejam satisfatórios, todos os Estados brasileiros apresentam evolução em relação à última edição do SAEB, realizada em 2015. ü O nível de aprendizagem médio do país ainda se situa no limite inferior do nível básico, conforme intepretação do MEC (nível 4 de 10)”, apontou o MEC.

A edição deste ano avaliou com testes de língua portuguesa e matemática mais de 5,4 milhões de estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio, em mais de 70 mil escolas. A edição de 2017 do Saeb foi a primeira a avaliar os concluintes do ensino médio da rede pública forma censitária. Também foi inédita a participação voluntária de escolas privadas que oferecem o ensino médio.



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