Terça feira, 15 de outubro de 2019 Edição nº 15052 31/08/2018  










JOANICE DE DEUSAnterior | Índice | Próxima

Pais desinteressados

Por não atingir a cobertura vacinal preconizada, o Ministério da Saúde (MS) vai realizar um segundo dia “D” de mobilização nacional de imunização contra o sarampo e a poliomielite no próximo sábado. A medida vale, especialmente, para os municípios brasileiros que não atingiram ou estão abaixo da meta de imunizar 95% dos meninos e meninas com menores de cinco anos.

Além das doses que previnem contra essas doenças perigosas estarem disponíveis rotineiramente nos postos de saúde, o órgão federal, Estados e municípios se veem obrigados a realizarem mais um dia de intensa ação na tentativa de mobilizarem os pais a levarem seus filhos para se vacinarem.

Mas, ao que parece, esses pais estão é desinteressados. Digo isso até por que a desculpa de que não tem tempo durante os dias úteis da semana não cola por que o primeiro dia “D” desta campanha, a exemplo de todas as outras já realizadas, acontece num sábado e, durante o dia todo, justamente para oportunizar uma alternativa aos que não conseguem ir à unidade saúde mais próxima.

Ainda assim, em muitas cidades, o índice de cobertura é baixo. Em Cuiabá, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que apenas 46,1% da meta estipulada foi alcançada. Na capital, a meta é vacinar 95% das 34 mil crianças na faixa etária recomendada, mas apenas 16 mil crianças foram imunizadas até o momento.

No Brasil, a tendência de queda nas coberturas vacinais começou a aparecer em 2016 e vem se acentuando desde então. Apesar de erradicada no país desde 1990, a pólio ainda é considerada endêmica em pelo menos três países (Nigéria, Afeganistão e Paquistão) e ensaia uma reintrodução nas Américas caso a cobertura vacinal não se mantenha em 95%.

O sucesso da vacinação no país ao longo das últimas décadas e a consequente erradicação de doenças criaram uma falsa sensação de que as doses não são mais necessárias. Outro problema é a divulgação das chamadas fake news (notícias falsas) nas redes sociais e que, no caso das vacinas, podem causar alarde e assustar a população.

Diante do cenário, as autoridades públicas de saúde alertam a população para que se conscientize, uma vez que a vacinação tem como objetivo diminuir a possibilidade de retorno da pólio e a reemergência do sarampo. Mas, para isso os pais precisam levar seus filhos até o posto de vacinação para que sejam imunizados. Vale dizer que muitas pessoas reclamam da falta de ações dos gestores públicos nos mais diferentes setores, mas quando estas ocorrem muitas também deixam de fazer a sua parte.



JOANICE DE DEUS é repórter



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