Quarta feira, 24 de abril de 2019 Edição nº 15051 30/08/2018  










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Selma e Nilson Leitão brigam por tempo de TV

Da Reportagem

A coligação “Pra Frente Mato Grosso”, encabeçada pelo governador Pedro Taques (PSDB) vive um imbróglio no que tange a divisão do tempo de TV entre os candidatos ao Senado Federal no pleito de outubro deste ano. Enquanto a juíza aposentada Sema Arruda defende a divisão do tempo da chapa de forma igualitária, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) quer ficar com o tempo integral do PSDB.

O fato, associado as recentes declarações da ex-magistrada, tem gerado um mal-estar dentro da coligação. Em reunião deliberativa realizada na tarde desta quarta-feira (29), os presidentes dos partidos que integram o grupo optaram por não dividir o tempo de TV de forma igualitária entre os candidatos.

A única legenda que se manifestou de forma contrária foi o PSL, em defesa da própria juíza. “A coligação tem um minuto e 30 segundos. A grande maioria, menos o PSL entendeu que cada partido fica com o seu tempo, ou seja, o PSDB tem 42 segundos e vai ficar com os 42 segundos, a Selma sete segundos, e os cinco demais partidos que somam para o tempo de televisão divido igualitariamente entre os dois. Isso foi o entendimento da grande maioria dos presidentes de partidos que formam a coligação”, explicou o presidente do PSDB em Mato Grosso Paulo Borges.

Apesar disso, a decisão final será tomada pelos próprios candidatos, que devem se reunir nesta quinta-feira (30). “Tudo que nós decidimos pode ser mudado em uma conversa do Nilson com a juíza Selma”, enfatizou.

Borges explica que dois fatores levaram a esta decisão. Entre eles, os desgastes enfrentados pelos tucanos nos últimos quatro anos. “O PSDB por ser o maior partido do arco de alianças, por ter 42 segundos, por ter 30 anos de existência, por ter um desgaste muito grande, nós entendemos que é justo ficarmos com o nosso tempo, porque assim vamos ter mais tempo para nos defender”, justificou.

Além disso, o fato de o PSDB e o PSL serem adversários diretos a nível nacional também pesou. Isto porque, ambos possuem candidatos a presidência da república. “Nós estamos também em uma situação extremamente delicada. A nível nacional, o PSDB tem um candidato a presidente da república que É o Geraldo Alckmin, e o PSL tem o Jair Bolsonaro. Os dois estão em uma disputa, estão em posições antagônicas, caDa um tem uma ideologia, e isso pesa muito, porque no caso de uma divisão igualitária do tempo, nos vamos estar dando tempo do PSDB para o PSL. Embora a juíza possa não pedir voto para o Bolsonaro, fica difícil para o PSDB se justificar em nível nacional”, completou.

A ex-magistrada garante que caso não seja atendida irá recorrer à Justiça. O seu posicionamento foi defendido na reunião pelo presidente do PSL em Mato Grosso, deputado federa Victório Galli.

“A proposta do PSL, como nós estamos em uma coligação juntos, era que esse tempo fosse divido igualitariamente, mas o entendimento dos demais partidos é diferente. Mas quem, de fato, vai dar o veredito final serão os dois senadores”, pontuou.

Sobre a possibilidade de Selma recorrer à Justiça, o parlamentar afirma não ver problema. “Ela como candidata na majoritária vai procurar os direitos que ela tem, sem problema nenhum. Agora, eu espero que esse entendimento possa acontecer com uma conversa tranquila entre eles para que possa evitar este desgaste”, finalizou. Nos bastidores, comenta-se que Selma está cogitando, inclusive, a possibilidade de vir a deixar a coligação encabeçada por Taques e disputar a eleição ao Senado de forma independente.



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