Terça feira, 15 de outubro de 2019 Edição nº 15051 30/08/2018  










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Seis candidatos ainda não prestaram contas

Mauro Mendes já arrecadou R$ 1,3 milhão, Pedro Taques R$ 676 mil e Wellington Fagundes R$ 515 mil

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Wellington tem R$ 1,4 milhão em despesas
Mauro Mendes já gastou R$ 900,2 mil
Os gastos de Taques somam R$ 576,1 mil
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Dentre os cinco postulantes ao Governo do Estado e os 11 ao Senado Federal, seis ainda não apresentaram a prestação de contas parcial de suas campanhas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Trata-se de Arthur Nogueira (REDE) e Moises Franz (PSol), candidatos a governador, bem como Aladir Albuquerque (PPL), Gilberto Lopes Filho (PSol), a juiz aposentada Selma Rosane de Arruda (PSL) e Sebastião Carlos (REDE), que disputam a eleição a senatória.

O fato tem intrigado a Justiça eleitoral, tendo em vista que os candidatos já estão com suas campanhas nas ruas, o que indica contratação de serviços e de pessoal. Na semana passada, o TRE chegou a emitir um alerta a todos os candidatos com relação a este tema. A Corte, inclusive, não descarta a possibilidade de vir processar os postulantes aos cargos disponíveis nesta eleição por caixa dois.

Isto porque, a Legislação eleitoral determina que, assim que receber qualquer doação em dinheiro, todos os candidatos têm até 72 horas para enviar o relatório à Justiça Eleitoral, por meio eletrônico. Os candidatos citados acima, entretanto, não apresentam nenhum registro financeiro conforme o sistema de registro de candidaturas do Tribunal.

Em contrapartida, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) é o candidato ao Governo do Estado que mais arrecadou recursos para a sua campanha eleitoral até o momento. O democrata já angariou R$ 1,3 milhão para investir em sua campanha eleitoral rumo ao Palácio Paiaguás.

Eleger o ex-chefe do Executivo é prioridade do Partido Democratas (DEM). Prova disso é que a Nacional da legenda já doou R$ 1 milhão a Mendes. Os outros R$ 300 mil foram doados pelo ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), candidato a vice na coligação encabeçada por Mendes.

O democrata já investiu R$ 900,2 mil em sua campanha eleitoral. Os maiores gastos foram com consultoria de comunicação e produção de som e imagem, R$ 297,5 mil e R$ 202,5 mil, respectivamente.

O campeão em despesas entre os postulantes ao Governo até o momento, entretanto, é o senador Wellington Fagundes (PR). O republicano já gastou R$ 1,4 milhão com a campanha eleitoral conforme o sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Deste montante, R$ 380 mil foi destinado a produtora de filmes Plano B, R$ 168 mil para a AFPL Agência de Monitoramento de Informações e R$ 120 mil a Agência de Marketing e Publicidade.

A sua receita, contudo, é de apenas R$ 515 mil. Fagundes recebeu R$ 500 mil da Direção Nacional do Partido da República (PR) e os outros R$ 15 mil foi doado por ele mesmo.

O governador Pedro Taques (PSDB), por sua vez, arrecadou R$ 676 mil para a sua campanha à reeleição. Assim como os demais, o gestor tucano também conta com a contribuição da Nacional de seu partido, o PSDB, que doou R$ 500 mil. As demais doações registradas pelo chefe do Executivo Estadual foram de pessoas físicas.

Já as despesas apresentadas por Taques estão em R$ 576,1 mil, sendo que o maior gasto do atual chefe do Executivo Estadual até o momento foi com a produtora de vídeo, Monkey Filmes. Taques já investiu R$ 120 mil nesta área. Outros R$ 100 mil foram destinados a contabilidade e ao Instituto Vetor de Pesquisa, sendo pago a cada um R$ 50 mil.

Dos 11 postulantes ao Senado Federal no pleito de outubro deste ano, o democrata Jayme Campos (DEM) já apresenta uma receita de R$ 1,019 milhões. Deste montante, R$ 514 mil foi doado por ele mesmo, e R$ 500 mil pela Direção Nacional do Democratas (DEM).

No que tange as despesas, o candidato a senador já investiu R$ 818 mil em sua campanha eleitoral, sendo os maiores gastos com produção em som e imagem, e consultoria de comunicação.

Com isso, Jayme é o candidato ao senado que mais arrecadou e que mais gastou até o momento. Ele disputa a eleição pela coligação “Pra Mudar Mato Grosso”, que possui Mendes como candidato ao Governo do Estado.

O ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) também disputa a eleição a senatória pela mesma coligação. Conforme o sistema e divulgação de candidaturas, o social democrata arrecadou apenas R$ 100 mil, e ainda não apresenta despesas.

Já o deputado federal Aditon Sachetti (PRB), assim como Jayme, também recebeu uma contribuição generosa da Direção Nacional de seu partido. No total, o parlamentar já arrecadou R$ 690 mil para a sua campanha a senador, sendo R$ 640 mil doados pela Nacional do PRB. Os outros R$ 50 mil foi doação de pessoa física.

Em contrapartida, o deputado apresentou gastos na ordem de R$ 1,4 mil até o momento. Sachetti integra a coligação “A Força da União” encabeçada por Fagundes.

Ele tem como parceira de chapa a ex-reitora da UFMT, Maria Lucia Cavalli (PCdoB), que apresenta uma receita de R$ 3,9 mil e uma despesa de apenas R$ 187,2 reais.

Outro candidato a senador que recebeu contribuição da Executiva Nacional de seu partido foi o deputado federal Nilson Leitão (PSDB). O parlamentar já arrecadou R$ 505 mil, sendo R$ 500 mil doados pela Nacional da sigla e R$ 5 mil por ele mesmo. As suas despesas estão na ordem de R$ 115 mil até o momento.

O advogado Waldir Caldas (NOVO) e o Procurador Mauro também já apresentaram a parcial das duas prestações de contas ao TRE. Eles afirmam ter arrecadado R$ 19,9 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Os candidatos ainda não apresentaram as despesas.



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