Quarta feira, 20 de novembro de 2019 Edição nº 15051 30/08/2018  










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Santos é eliminado da Libertadores por invasão

LUIZ COSENZO
Da Folhapress – São Paulo

A ação dos torcedores do Santos continua rendendo sérios problemas ao clube. Sob protesto e tentativa de invasão da torcida nos minutos finais do jogo, o Santos empatou com o Independiente por 0 a 0, na terça-feira, no estádio do Pacaembu, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. A partida foi encerrada antes do fim do segundo tempo e o resultado eliminou o clube da competição.

A equipe precisava vencer por quatro gols de diferença para avançar direto ou por 3 a 0 para levar a decisão aos pênaltis após o clube ser punido pela Conmebol pela escalação irregular do uruguaio Carlos Sánchez no jogo de ida, realizado há uma semana, que terminou 0 a 0. Com a punição, anunciada às 11h (horário de Brasília), de terça-feira, o placar da partida foi alterado para 3 a 0.

A confusão no Pacaembu começou aos 35 minutos do segundo tempo, quando duas bombas foram atiradas na pista lateral do gramado próximo ao banco de reservas do Independiente. Na sequência, torcedores santistas tentaram invadir o gramado, mas foram contidos pelos policiais.

Pelo menos três torcedores invadiram o gramado logo após o Independiente descer para o vestiário.

Os torcedores santistas demonstraram revolta em razão da punição sofrida pelo clube pela escalação irregular de Sánchez, que deveria cumprir suspensão no jogo anterior por causa de sua expulsão quando defendia o River Plate no duelo contra o Huracán em 26 de novembro de 2015, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Na época, o jogador foi julgado pela entidade que comanda o futebol sul-americano e pegou três partidas de gancho.

Um ano depois, a Conmebol reviu as penas para clubes e jogadores e reduziu a punição pela metade. Assim, o atleta, que havia se transferindo para Monterrey, precisava cumprir um jogo de suspensão em uma competição organizada pela entidade.

O Santos escalou o jogador com base no sistema Comet, da Conmebol, que apontava Sánchez como apto para a partida. A equipe não enviou ofício à entidade para saber se o atleta tinha alguma punição disciplinar antes de escalá-lo.

José Carlos Peres, presidente do time paulista, manifestou seu "descontentamento" com a decisão e afirmou que "irá a todas instâncias cabíveis, a fim de que a justiça sobre o caso seja feita".

O clube tem cinco dias para recorrer à corte de apelações da Conmebol. O clube sabe que não vai conseguir reverter o resultado nesta instância, mas precisa passar por ela antes de ir à Fifa apelar. Em caso de nova derrota, a última solução seria ir ao CAS (Corte Arbitral do Esporte), na Suíça.



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