Quarta feira, 24 de abril de 2019 Edição nº 15051 30/08/2018  










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Diminuem os fumantes passivos em Cuiabá

Cuiabá registrou queda de 53% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho, nos últimos nove anos

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Nos últimos nove anos, Cuiabá registrou queda de 53% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho. Na capital, o percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 13,4% em 2009, para 6,3% em 2017. Os dados são do último levantamento do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017), do Ministério da Saúde (MS), divulgados ontem.

A divulgação ocorre na semana em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto). O estudo verificou também redução na frequência entre os fumantes passivos no domicilio. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal e contou com 53.034 entrevistas.

Conforme o MS, a pesquisa apontou ainda uma redução significativa nos percentuais de passivos no local de trabalho entre os homens e mulheres na capital. Em 2009, as mulheres representavam 7,9%, passando para 3,4% em 2017. Já entre os homens o percentual era de 19,3% e reduziu para 9,4% no ano passado.

Os dados do Vigitel 2017 apontam ainda que a frequência de fumantes passivos no local de trabalho diminuiu com o aumento da escolaridade para ambos sexos. “Houve um avanço importante na redução da exposição de pessoas ao fumo passivo, e esse impacto foi verificado após a regulamentação da lei que proíbe o ato de fumar cigarros, charutos, narguilés e outros produtos em locais fechados e de uso coletivo”, afirmou a diretora geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Maria de Fátima Marinho, por meio da assessoria de imprensa.

No entanto, conforme ela, ainda é preciso continuar fiscalizando os locais de trabalho e dar continuidade com a política de aumento dos preços de cigarros. O aumento no preço tem impacto direto na redução de fumantes no país. Em nível nacional, o país comemora a queda em 44,6% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho nos últimos nove anos no Brasil.

De acordo com o Ministério, o percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 12,1% em 2009, para 6,7% em 2017. A pesquisa apontou ainda uma redução significativa de 45,6% entre as mulheres e 43,5% entre os homens.

Quando verificado a situação das capitais, a frequência de fumantes passivos no local de trabalho variou entre 3,7% em Porto Alegre e 9,7% em Porto Velho. Entre os homens, as maiores frequências foram observadas em Porto Velho (14,5%), Recife (13,0%) e Campo Grande (12,9%), e entre as mulheres, no Distrito Federal (6,4%), em João Pessoa (6,0%) e Rio Branco (5,9%).

As menores frequências entre os homens foram observadas em Porto Alegre (5,2%), Curitiba (5,9%) e Distrito Federal (6,7%). Já para o sexo feminino, as menores frequências ocorreram em São Luís (2,1%), Porto Alegre (2,4%) e Vitória (2,6%).

DOMICÍLIO - Em 2017, Cuiabá apresentou queda 45,9% no número de fumantes passivos no local de domicilio. Saindo de 14,6% em 2009, para 7,9% em 2017. A queda também foi verificada entre os sexos no mesmo período.

Em 2009, as mulheres representavam 15,2%, passando para 9,3% em 2017. Já entre os homens o percentual era de 14% e reduziu para 6,5% no ano passado. O Brasil apontou queda 37,8% no número de fumantes passivos no local de domicilio. Saindo de 12,7% em 2009, para 7,9% em 2017. A queda também foi verificada entre os sexos no mesmo período. Entre as mulheres foi verificado uma redução de 43,3% e entre os homens 37,8%.

A prevalência de fumantes passivos no domicílio variou entre 5,2% em Palmas e 10,4% em Macapá. Entre os homens, as maiores frequências foram observadas nas capitais, Aracaju (9,8%), Belo Horizonte (9,5%) e Fortaleza (9,4%) e, entre as mulheres, em Macapá (12,7%), Recife (11,4%) e Natal (10,4%). As menores frequências entre os homens foram observadas em Salvador e São Luís (4,6%) e Manaus (4,8%); as menores frequências entre as mulheres ocorreram em Palmas e Vitória (4,7%) e Florianópolis (5,5%).

Para o Ministério da Saúde, a redução no consumo do tabaco no Brasil é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo Governo Federal para combater o uso. Em Cuiabá, por exemplo, em julho passado, passou a valer a lei (6.284/2018) que proíbe a comercialização e o uso do cachimbo conhecido como narguilé em locais públicos abertos ou fechados, localizados na capital.

A norma proíbe o uso e a venda de essências, complementos e de similares do narguilé (hookah) em locais como praças, áreas de lazer, ginásios e espaços esportivos, escolas, bibliotecas, espaços de exposições e qualquer local onde houver concentração e aglomeração de pessoas”.

Pela lei, o uso fica autorizado apenas em tabacarias e congêneres com ambientes específicos para a prática, ficando vedada a permanência e/ou frequência de menores de 18 anos. Os estabelecimentos que comercializam o produto, inclusive, o fumo e demais componentes para o seu uso, estão obrigados a solicitar o documento de identidade que comprove a maioridade do comprador. Em caso de descumprimento, o infrator estará sujeito a multa no valor de R$ 500,00, valor que será reajustado anualmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).



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