Sexta feira, 22 de fevereiro de 2019 Edição nº 15050 29/08/2018  










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Jovem é condenado a 15 anos por morte de companheira

Da Reportagem

Denunciado e pronunciado por “homicídio qualificado por asfixia e contra mulher por razões da condição do sexo feminino”, André Carvalho Barbosa, 24 anos, foi julgado e condenado a 15 anos de reclusão pela morte da companheira Thais de Jesus da Luz, em Tangará da Serra (a 239 quilômetros de Cuiabá).

O julgamento ocorreu durante a 11ª edição da campanha Justiça pela Paz em Casa. A sessão do júri foi presidida pela juíza Cristiane Padim da Silva, da 1ª Vara Criminal da comarca. Durante o julgamento, o Ministério Público pediu a condenação do acusado por homicídio duplamente qualificado, enquanto a Defensoria Pública alegou negativa de autoria e requereu a absolvição do réu.

Por maioria, conforme informações da assessoria de imprensa da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ/MT), o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria, e não absolveu o acusado, admitindo as qualificadoras da asfixia e do feminicídio. Diante desse resultado, a magistrada fixou a pena em 15 anos de reclusão em regime incialmente fechado. O julgamento ocorreu no último dia 23.

A juíza Cristiane Padim informou que a qualificadora do feminicídio foi considerada mais grave e mensurada em razão das várias agressões anteriores praticadas pelo réu e narradas pelas testemunhas em plenário no decorrer do julgamento. Ainda na sentença, a magistrada destacou o “ardil utilizado pelo sentenciado com o objetivo de camuflar sua conduta ilícita, dizendo que a vítima tinha tirado sua própria vida por meio de enforcamento, alterando o local dos fatos após o óbito da sua companheira”.

O crime foi praticado em 23 de julho de 2017, na então residência do casal, em Tangará da Serra. De acordo com o processo, André Barbosa mantou Thais de Jesus com emprego de asfixia por estrangulamento, com consciência e vontade, por razões da condição de sexo feminino (violência doméstica e familiar).

O acusado foi preso em flagrante um dia após o crime e negou a autoria do delito. Em depoimento à autoridade policial, disse que recebeu ligações e mensagens da namorada ameaçando se matar, que saiu correndo em direção à residência e que, quando chegou, se deparou com ela enforcada.

No curso do interrogatório, o rapaz confirmou que tinha em seu desfavor medida protetiva de urgência requerida pela namorada, em razão de ter perdido a cabeça a apertado o pescoço da jovem com as mãos. Em juízo, o acusado ratificou o depoimento prestado na delegacia, afirmando que quando chegou em casa “ela já se encontrava dependurada numa viga com um fio de extensão amarrado no pescoço, destacando que os seus pés não alcançavam o chão”. Disse também que, de certa forma, se sentia culpado pelo que aconteceu em razão de não ter atendido as ligações da vítima.

Ainda durante a inquirição judicial, contou que o relacionamento entre eles era “um pouco conturbado”, mas que a amava muito. Narrou que em uma das brigas chegou a agredi-la, mas que não seria capaz de matá-la. E que ao avistar a cena do crime, teria mordido o fio da extensão para cortar e soltá-lo do pescoço da vítima. A linha de defesa do acusado foi de que a vítima se suicidou por não aceitar a separação, conforme informações da assessoria.

Mas, no decorrer das investigações a cena do crime se descortinou para outro desfecho, cuja autoria da prática delitiva refletia no acusado. “Laudos da perícia técnica apontaram que a viga tinha depósito de sujeira, o que permitiu afirmar que não serviu de apoio para sistema de cabo ou corda na época, que a extensão elétrica tinha uma emenda que não seria capaz de suportar a tensão provocada pela força do corpo, e que não existiam marcas compatíveis com dentes humanos no cabo”, apontou.



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