Segunda feira, 19 de agosto de 2019 Edição nº 15045 22/08/2018  










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Fernando Haddad inicia weu giro com aposta em 'vote 13'

MARINA DIAS
Da Folhapress – Salvador

O porta-voz da mensagem ainda não é Fernando Haddad. O candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula evita falar sobre transferência de votos de seu padrinho político, mas aliados já vocalizam, em seu primeiro périplo pelo Nordeste, que a ideia a partir de agora é "vote 13" -em referência ao número símbolo do PT.

Desconhecido no principal reduto petista, Haddad desembarcou ontem em Salvador com a missão de divulgar sua imagem em meio a um eleitorado ávido pela presença de Lula na disputa.

Preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente lidera as pesquisas de intenção de voto, mas deve ser impedido de concorrer em outubro pela Lei da Ficha Limpa.

O desafio do ex-prefeito de São Paulo (SP), dizem auxiliares mais próximos, é conquistar o espólio de Lula -que tem mais de 50% das preferências de voto em todos os estados nordestinos-, fiando-se na ideia de que o ex-presidente é a representação de um projeto que Haddad poderá retomar.

"O voto de Lula não é só na pessoa física do Lula, é no que o Lula representa. Acredito que o 13 será vitorioso na eleição nacional. A ideia se consagra no 13", afirmou o governador da Bahia e candidato à reeleição, Rui Costa, durante entrevista a vários jornais nesta terça, ao lado de Haddad.

Haddad, por sua vez, não fala publicamente como substituto oficial na chapa petista, mas ensaia o discurso de Lula como um projeto. "A candidatura do PT vai ter apoio no Nordeste pelo que fizemos pelo Nordeste. Lula já disse que não adianta prendê-lo porque ele é uma ideia, um projeto. E você não consegue aprisionar um projeto", declarou.

Candidato ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner também reforçou a tese de que as pessoas "vão votar num projeto", mas afirmou que "não adianta querer vestir Haddad de Lula".

"Dilma não era Lula. Não sei se é bom ser igual", declarou o ex-governador que declinou da missão de ser ungido plano B.

Dirigentes petistas - e o próprio ex-presidente- preferiam Jaques no posto de sucessor de Lula, caso o petista fosse declarado inelegível, inclusive pela semelhança - física e de traquejo político - entre ambos.

Haddad, por sua vez, negou que tenha pouca familiaridade com o Nordeste e disse que não está sendo apresentado à região agora.



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