Segunda feira, 19 de agosto de 2019 Edição nº 15043 18/08/2018  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Eleições x Jovens

Um dos aspectos dos dados sobre o número de eleitores aptos a votar nas eleições 2018, divulgados este mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trouxe uma informação que aponta para algo que considero extremamente preocupante e negativo no que diz respeito à democracia.

O levantamento concluiu que o eleitorado cresceu 3,14% neste ano em relação a 2014, todavia o número de jovens eleitores (de 16 e 17 anos) seguiu na contramão, ou seja, reduziu 14,53%, despencando de 1.638.751 para 1.400.617.

Sabemos que a população dessa faixa etária não caiu, ao contrário, cresce a cada ano. Também podemos deduzir que esse fenômeno não ocorreu por esquecimento. Poderiam os adolescentes terem apenas perdido o prazo do cadastramento eleitoral? Sim! Mas não foi isso.

Assim como a maioria dos eleitores brasileiros, os jovens, cujo voto não é obrigatório, também estão desiludidos da política, mesmo sem nunca terem votado. Optaram por não fazer o título simplesmente porque não acreditam nos políticos.

Desiludidos ou não, devemos exercer nosso direito, nossa cidadania votando. Escolhendo alguém a quem depositar nossa confiança. Votar é mais que uma obrigação legal, é acreditar que o Brasil ainda tem jeito.

O voto é nossa maior arma contra a corrupção. É tão valioso que supera a união de autoridades e a soma de todos os esforços no sentido de condenar e prender corruptos e, claro, tentar recuperar o dinheiro roubado.

É a grande oportunidade que temos de expurgar aqueles nos quais não acreditamos, que estão aí há décadas agarrados à ignorância dos que vendem o voto por migalhas pagas na 'boca de urna' ou por promessas de emprego fácil.

Se ficarmos parados, os poucos que forem as urnas vão eleger presidente, senadores, deputados federais e deputados estaduais que, querendo ou não, vão nos representar e tomar decisões que afetam todos nós.

O Brasil pode viver a maior crise moral, como essa que estamos atravessando (acredito que vai passar), que jamais deixaria de ir às urnas. Meu voto pode definir quem será o próximo presidente da República.



ALECY ALVES, Jornalista e estudante de Serviço Social

alecy.pa@gmail.com



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