Quarta feira, 17 de outubro de 2018 Edição nº 15037 10/08/2018  










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Agente lavava dinheiro para facção criminosa

Da Reportagem

Um agente penitenciário foi preso, em Sorriso (420 quilômetros de Cuiabá), durante a operação “Red Money”, deflagrada anteontem pela Polícia Civil. Ele está entre os mandados de prisão que foram cumpridos contra uma facção criminosa, que movimentou cerca de R$ 52 milhões em um ano e que se organizava na forma de pirâmide de autofinanciamento.

Além do agente Silvano Oliveira Lima, uma mulher, identificada pelo nome de Rosemar Dalmolin, também foi presa na mesma cidade. Segundo a polícia, os dois seriam representantes de uma empresa que era usada pela facção para supostas lavagens de dinheiro. “Essas duas pessoas participam como representantes dessa empresa, que recebeu valores dessas contas. Então, está sendo feito investigação para apurar o crime de lavagem de dinheiro”, informou o delegado Nilson Farias. À polícia, a mulher teria dito que não era mais a dona da conta associada à facção. Além de documentos, a polícia apreendeu um veículo que pode ser fruto do esquema criminoso.

Além de prender, a operação denominada de “Red Money” buscou apreender patrimônio e descapitalizar a principal facção criminosa com atuação no Estado, cujas lideranças ligadas ao Comando Vermelho (CV) estão na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

De acordo com a Polícia, a facção desenvolvia um engenhoso esquema de arrecadação de dinheiro, que acabou desmantelado pela operação e cujos capitais eram oriundos de pagamento de mensalidade de faccionados e traficantes e taxas de falsa segurança em comércios.

Outra fonte de renda vinha de crimes articulados de dentro dos presídios como roubos e furtos de veículo e agências bancárias, tráfico de drogas e estelionatos. Quem ousava desafiar os líderes da facção ou quisesse sair, era ameaçado, incluindo, os familiares.

No alto escalão financeiro da facção estavam: Francisco Soares Lacerda, conhecido como “Brasília”, e Jonas Souza Gonçalves Junior, o “Batman”, sendo este último dono da empresa J.J. Informática, constituída com fins de lavagem do dinheiro das ações criminosas. Os dois, assim como outras lideranças e colaboradores, tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos na operação.

Por meses, os analistas estudaram o sistema de arrecadação financeira da facção criminosa descobrindo três fontes principais de recursos. Esse sistema era formado por três modalidades de arrecadação, sendo que uma delas consistia no pagamento de mensalidade pelos faccionados, chamadas de "camisa". Outra forma tratava-se do cadastramento e mensalidades pagas por traficantes ou por cada ponto de venda de droga, conhecidas por "biqueiras”. A terceira fonte consistia na cobrança de "taxa de segurança" de comércios.



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