Quarta feira, 17 de outubro de 2018 Edição nº 15037 10/08/2018  










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Trabalhadores realizam hoje o “Dia do Basta”

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Trabalhadores de diferentes categorias paralisam, hoje, as atividades ou atrasarão o início de turnos, além de participarem de atos nos locais de trabalho e em praças públicas de grande circulação. A mobilização faz parte do “Dia do Basta”, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais em todo país contra o desemprego, aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis, a retirada de direitos da classe trabalhadora e privatizações.

Em Cuiabá, haverá ato público e a concentração, a partir das 16 horas na Praça Ipiranga, no Centro da cidade. Entre as categorias que confirmaram participação no movimento estão a dos bancários, que irão retardar em uma hora a abertura das agências, localizadas na capital e em Várzea Grande, e a dos profissionais da Educação da rede estadual, que já se encontram com as atividades paralisadas por conta de atrasos nos repasses para manutenção das unidades.

“As palavras de ordem para mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras dialogam com os problemas concretos vividos pela classe trabalhadora no seu dia a dia. Escolhemos aquelas que potencialmente mais afetam os trabalhadores de todo o país", diz a direção da CUT em documento para organizar a base com orientações e explicações..

Presidente da CUT em Mato Grosso, João Luiz Dourado, reforça que o movimento será um momento de diálogo com o trabalhador e uma oportunidade mostrar para a sociedade, em geral, que não há mais condições de o país continuar mantendo o atual cenário. “É um processo de reconstrução, inclusive, para os lados ‘A’ e o ‘B’ por que a tragédia está atacando a todos. Não é só o trabalhador que está perdendo o emprego, mas o pequeno empresário e o comerciante também estão tendo prejuízos”, avalia. “O país está voltando a um país de miseráveis e a pergunta é o que nós brasileiros vamos fazer para realmente transformar o Brasil num lugar mais justo, mas respeitado e que dê condições para as futuras gerações ter emprego, ter renda”, completou.

Para a CUT, a atual crise enfrentada hoje pelos brasileiros, é resultado das medidas adotadas pelo atual governo, como as privatizações, o engessamento do orçamento, a reforma trabalhista, terceirização irrestrita, entre outros.

A CUT aponta que atualmente a taxa de desocupação praticamente dobrou desde o final de 2014. “O país possuía 6,5 milhões de desocupados no final de 2014 e registrou, em maio de 2018, 13.2 milhões de desocupados (taxa de desocupação de 12,7%)”, informou. Entre outros dados, aponta também que o tempo gasto pelo trabalhador para conseguir uma nova colocação dobrou: passou de 23 semanas em março de 2014 para 47 semanas em março de 2018.

Além da defesa da proposta da CUT para a saída da crise em que o país se encontra, os protestos terão como foco a liberdade e direito do ex-presidente Lula, atualmente preso em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro, concorrer às eleições como candidato à presidência da República.



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