Quinta feira, 18 de abril de 2019 Edição nº 15033 04/08/2018  










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Gleisi ouve Lula sobre vice do PT

CATIA SEABRA e MARINA DIAS
Da Folhapress – São Paulo e Brasília

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-prefeito Fernando Haddad decidiram viajaram na tarde de ontem a Curitiba para consultar o ex-presidente Lula sobre o nome que será indicado pelo partido até este sábado (4) para a vaga de vice na chapa ao Planalto.

A lei eleitoral determina que a oficialização da chapa deve ser feita até 24 horas após o fim do prazo das convenções partidárias, no domingo contrariando os planos iniciais de Lula e do PT, que queriam indicar os nomes somente no registro das candidaturas, em 15 de agosto, para evitar desgaste e especulações sobre uma possível alternativa ao ex-presidente.

O tesoureiro da sigla, Emídio de Souza, acompanhou ambos na viagem.

Haddad é um dos cotados como plano B do PT caso Lula seja impedido de concorrer em outubro. Nos últimos dias, o nome de Gleisi ganhou força entre alguns setores da sigla para assumir o posto, e não rechaça a ideia, mas sofre resistência de outras tantas alas petistas.

Gleisi afirmou ontem que o PT decidirá somente hoje, durante a convenção nacional do partido, qual será o vice na chapa virtual de Lula - que deve ser impugnada com base na Lei da Ficha Limpa.

As opções do PT, que serão levadas para a decisão de Lula, são as seguintes: indicar Manuela D'Ávila (PC do B) para o posto, que deve ser a vice na chapa real do PT na sucessão de Michel Temer; escolher Haddad ou Gleisi para a vaga, passível de substituição a até 20 dias da eleição; ou ainda escolher uma espécie de tampão, um nome que não levantaria expectativas sobre plano B mas também pronto para a troca durante o processo.

RECUO

A cúpula do PT alterou pontos do programa de governo da candidatura do partido ao Planalto, deixando mais amenas propostas que limitavam a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e pediam a revisão de leis de combate à corrupção e ao crime organizado. Os itens estavam em versão do documento revelada na semana passada pela Folha de S.Paulo.

O texto apresentado ontem ao diretório nacional da sigla elimina o parágrafo que propunha que a competência do STF fosse "limitada ao controle de constitucionalidade das leis", mas manteve o que estipula mandato para os ministros da corte.

A frase "temos que caminhar para transformar o STF em efetiva Corte Constitucional, com competências limitadas ao controle de constitucionalidade das leis" foi retirada do documento inicial, mantendo-se apenas a seguinte: "Em linha com a experiência internacional das democracias consolidadas, e como elemento-chave de uma República, faz-se necessário instituir tempo de mandatos para os membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça, não coincidente com a troca de governos e legislaturas".

Além disso, o plano, que vai ser lançado oficialmente no fim da tarde desta sexta, troca a expressão "promover a revisão" de normas como Anticorrupção, Antiterrorismo e Lei das Organizações Criminosas por "promover a avaliação de impacto e propor alterações para o aperfeiçoamento" da legislação.

Chancelado pelo ex-presidente Lula e coordenado pelo ex-prefeito Fernando Haddad, cotado como plano B caso Lula seja impedido de concorrer, o programa mantém a afirmação de que, se eleito, o governo petista constituirá "comissões de alto nível" para promover mudanças nas leis, principalmente a que trata das delações premiadas.

Na visão do PT, a prática -um dos principais instrumentos de investigação da Lava Jato- não pode "se prestar a proteger bandidos confessos e a condenar inocentes".



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