Segunda feira, 22 de abril de 2019 Edição nº 15032 03/08/2018  










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Paralisação impacta no pronto-socorro

Aumenta o número de atendimentos no pronto socorro municipal sem o funcionamento da Santa Casa para pacientes SUS

DINALTE MIRANDA/DC
Nos últimos três dias, aumentou o atendimento no pronto socorro municipal com a paralisação da Santa Casa
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Há três dias, as cirurgias nas mais diferentes especialidades para novos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão suspensas na Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá. Tal situação já impacta no pronto socorro municipal de capital (PSMC), principal unidade de urgência e emergência de Mato Grosso. A informação foi dada, ontem, durante a sessão matutina, na Câmara Municipal de Vereadores.

Na Santa Casa, são realizados uma média de 900 atendimentos hospitalares e cirúrgicos pelo SUS ao mês. Somente ambulatoriamente (não exige internação), a unidade hospitalar atende 300 pessoas por dia nas mais diversas áreas, como oncologia, nefrologia e cardiologia.

Juntamente com outras quatro instituições filantrópicas (Geral, Santa Helena, Santa Casa de Rondonópolis e do Câncer), o hospital é responsável por cerca de 80% das assistências aos pacientes do SUS, no Estado. Mas, a direção do hospital suspendeu os novos atendimentos alegando dificuldades financeiras e atrasos de repasses por parte do Poder Público da ordem de R$ 20 milhões.

Porém, a prefeitura e o governo do Estado garantem que estão com os pagamentos em dia. Por conta da situação, os funcionários estão com salários atrasados. Os profissionais da área de enfermagem, por exemplo, afirmam que estão sem receber há três meses. Por isso, paralisaram as atividades desde à última segunda-feira. Problema semelhante enfrenta a categoria médica, que estaria sem receber há quatro meses. “Essa situação está levando o pronto-socorro a um colapso. Já estava ruim, agora piorou ainda mais coma greve da Santa Casa. Ninguém aguenta mais. Os servidores não aguentam mais e a população de Cuiabá está sofrendo muito com a paralisação dos serviços essenciais da Santa Casa”, afirmou o vereador Dilemário Alencar, ontem durante sessão na Câmara.

A interrupção ocorre desde a última terça-feira. “Nós estamos esperando uma reunião com o prefeito (Emanuel Pinheiro). Ele ficou de nos chamar, mas até agora não agendou essa reunião. Estamos esperando”, disse o diretor da Santa Casa, Antônio Preza.

Já durante a sessão na Câmara, o presidente do Sindicato dos Profissionais da Enfermagem (Sinpen/MT), Dejamir Soares, solicitou uma auditoria nas contas da Saúde municipal e do hospital. “Nós queremos é clareza. Está mais do que na hora do Ministério Público Federal e do Ministério Estadual auditarem e verem aonde estão irregularidades”, disse. “O que é que está acontecendo na verdade com os repasses da Santa Casa. Por que é que o dinheiro entra e se esvai de forma tão rápida e não se tem um cronograma de pagamento (dos funcionários)”, acrescentou.

Entre os encaminhamentos que deverão ser feitos, um deles é de que os 25 vereadores assinem e encaminhem documento ao MPE, ao governador Pedro Taques e o prefeito Emanuel Pinheiro solicitando cópias dos eventuais pagamentos feitos à Santa Casa. O mesmo será feito à direção da Santa Casa para que encaminhe relatório demonstrando à falta de recebimento.

O MPE também deverá ser provocado. “Essa situação está levando as pessoas até a risco de morte”, alertou Alencar. A reportagem do Diário tentou obter uma nova posição da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sobre a situação, inclusive, do pronto-socorro, mas não obteve êxito.

Na Santa Casa de Rondonópolis (210 quilômetros, ao Sul da capital), os atendimentos em UTIs estão suspensos há cerca de 10 dias. Por lá, a dívida seria da ordem de R$ 18 milhões.



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