Terça feira, 16 de julho de 2019 Edição nº 15027 27/07/2018  










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Temer quer explicações sobre morte

NICOLA PAMPLONA
Da Folhapress – Joanesburgo

O presidente Michel Temer afirmou ontem que o Brasil está tomando todas as providências possíveis para o esclarecimento da morte da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, 31, na noite do dia 23, na Nicarágua.

"Não é possível que nós admitamos simplesmente a lamentável morte de uma brasileira sem que nós tomássemos providências", afirmou Temer, em entrevista após encontro com o líder da ditadura chinesa, Xi Jinping, em Joanesburgo, na África do Sul.

Raynéia foi morta a tiros em Manágua, a capital do país, que enfrenta uma onda de violência diante de protestos contra o presidente Daniel Ortega.

Temer citou medidas já anunciadas pelo secretário-geral de Relações Exteriores, Marcos Galvão, como a cobrança de explicações ao governo Ortega e a convocação da embaixadora da Nicarágua no Brasil, Lorena Martinez, para prestar esclarecimentos.

O Ministério das Relações Exteriores solicitou também o embaixador brasileiro naquele país, Luís Cláudio Villafañe, retorne ao Brasil para relatar a situação. As medidas são um sinal de atrito diplomático entre os dois países.

"As providências estão sendo tomadas diariamente", disse Temer, sem especificar quais outras medidas serão tomadas. O presidente está na África do Sul para a cúpula do Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e o país anfitrião.

O ministro das Relações Exteriores, Aloyisio Nunes, faz parte da comitiva de Temer e estava presente na reunião com o presidente chinês, mas não se manifestou sobre o tema após o encontro.

Da África do Sul, Aloyisio coordenou as medidas tomadas pelo número 2 da pasta, como a convocação dos embaixadores.

Desde abril, a Nicarágua convive com protestos contra Ortega, que têm sido reprimidos de forma violenta, segundo organizações internacionais presentes no país. Ortega nega ter atuação com os grupos paramilitares que vêm agindo contra os manifestantes.

MEIRELLES

O presidente Michel Temer afirmou ontem que a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) à presidência da República está mantida, mesmo após a oficialização do apoio do chamado centrão a Geraldo Alckmin (PSDB).

"A candidatura Meirelles continua. É uma candidatura pré-lançada", afirmou Temer, em entrevista após encontro bilateral com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, no centro de convenções onde é realizada a cúpula do Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Joanesburgo.

Temer negou influência do governo na guinada do centrão, que negociava também com o candidato do PDT, Ciro Gomes, rumo a Alckmin.

Segundo ele, houve um entendimento de que não seria possível apoiar um candidato que "critica acidamente" o governo atual, já que os partidos do centrão formam a base de Temer.

"Não haveria condições para que eles viessem a apoiar alguém que radicalmente se opôs às teses do governo. Teses aprovadas pelo executivo, mas também pelo legislativo", comentou.

"Além de tudo, há esse crítica pessoal, que eu não quero nem comentar, porque entraria num debate improdutivo", completou.



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