Sábado, 17 de agosto de 2019 Edição nº 15027 27/07/2018  










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Maia desiste e centrão apoiará Alckmin

Após a desistência do empresário Josué Alencar (PR-MG), o centrão discute indicar um nome do PP – maior partido do bloco - para ser vice na chapa de Alckmin

ARQUIVO
Aliados do ex-governador Geraldo Alckmin afirmaram que ele não vetará nenhuma opção apresentada pelo centrão
DANIEL CARVALHO e MARINA DIAS
Da Folhapress – Brasília

Ainda sem definição sobre quem indicar para o posto de vice, o centrão formalizou ontem o apoio à pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo Planalto.

Os dirigentes dos partidos que compõem o bloco - DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade - se reuniram em um hotel em Brasília, ao lado do ex-governador tucano, para chancelar o apoio à chapa do PSDB, decisão que já havia sido tomada na semana passada, mas prolongada até ontem para que o vice fosse definido e anunciado oficialmente.

Em carta lida pelo presidente de seu partido, o DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), afirmou que "arquiva momentaneamente" sua pretensão presidencial e confirmou que será candidato a deputado federal pelo Rio, para tentar se reeleger ao comando da Casa.

DESISTÊNCIA

O empresário Josué Alencar (PR-MG) encerrou o suspense ontem e comunicou oficialmente ao centrão que não será vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo Planalto.

A informação foi noticiada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo vice-presidente do PR, deputado Milton Monti, ao chegar à casa do senador Ciro Nogueira (PP).

Os representantes do centrão receberam uma carta de três parágrafos de Josué com a desistência e agora discutem um plano B entre todos os partidos que compõem a coligação do tucano: DEM, PP, PR, SD, PRB, PTB, PSD, PPS e PV.

"Por questões pessoais não posso aceitar. Estou convicto, contudo, de que os partidos unidos neste momento em favor de um Brasil melhor indicarão candidato a vice-presidente capaz de agregar muito mais força eleitoral e conhecimento político do que eu para o cumprimento da missão", diz trecho da carta.

Ao deixarem uma reunião na casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), os comandantes do centrão não quiseram citar nomes, embora tenha ganhado força a tese de que o novo convidado deve ser algum filiado ao PP, como o empresário Bejanmin Steinbruch ou a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho.

Indicado ao posto pelo bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, Josué se mostrava reticente quanto à possibilidade de ingressar na chapa tucana e, nos últimos dias, foi alvo de forte investida de aliados que tentaram convencê-lo a aceitar a proposta.

O movimento, porém, falhou, e Josué tomou a decisão que mais agradava a seus familiares, principalmente à sua mãe, Mariza, que não o queria na disputa eleitoral deste ano.

Josué foi indicado pelo centrão para compor com Alckmin mas, já na segunda-feira, disse que somaria pouco à campanha e deixou o tucano "à vontade" para escolher outro nome.

Horas depois, integrantes do centrão já começaram a cogitar um plano B: o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o ex-ministro Aldo Rabelo (SD-SP) foram ventilados como hipóteses.

A ordem, porém, foi refluir as especulações e tentar convencer Josué a mudar de ideia nesta quarta, mas o movimento não foi suficiente.

A relação de Josué com o PT também foi levada em consideração, segundo aliados, para o vai e vem do empresário.

Morto em 2011, José Alencar, pai de Josué, foi vice-presidente durante os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. A ligação familiar histórica fez, inclusive, que uma chapa entre Josué e o candidato do PT ao Planalto -que será lançado caso Lula seja impedido de concorrer- fosse cogitada por petistas.

Lula foi o principal fiador da filiação de Josué ao PR e era simpático à ideia de que ele fosse seu candidato a vice, caso conseguisse concorrer em outubro. Preso há mais de três meses em Curitiba, Lula mantém o discurso de que é candidato, mas o partido já busca um nome de vice mais alinhado à esquerda para suprir a eventual ausência do ex-presidente na chapa.

A indefinição de Josué já vinha irritando integrantes do centrão, que desde a noite de quarta-feira (25) já não contavam com ele.

"Acho que o Josué não foi muito correto fazendo a gente esperar este tempo", disse o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, na noite de quarta.

ALCKMIN

Ao receber oficialmente o apoio do grupo formado por partidos conhecidos por seu apetite por cargos, Alckmin minimizou a demora de Josué para anunciar se aceitaria ou não o posto.

"Para ter vice, precisa ter candidato. Só hoje que o centro democrático decidiu pela nossa pré-candidatura. A partir de agora, vamos nos debruçar na questão do vice. O vice é uma decisão coletiva. Não temos pressa", afirmou.

Sobre o perfil que seu vice deve ter, disse apenas que ele não será de São Paulo nem do PSDB. O nome do empresário Benjamin Steinbruch (PP) voltou a ser cotado, já que o centrão já não acredita que receberá um sim de Josué.



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