Sábado, 23 de fevereiro de 2019 Edição nº 15027 27/07/2018  










GILSON NUNESAnterior | Índice | Próxima

A questão é o discernimento dos fatos

O mundo anda pirado, nublado, com tempestades vulcânicas ou não. A cabeça das pessoas tentam acompanhar as mudanças que envolvem tecnologia, fantasia e outras maresias, mas, quase todas elas, em vão. O gesto mais obsceno é a não compreensão dos fatos, por mais simples que ele seja.

O ponto ambíguo da parafernália é o descontentamento da sociedade com os provérbios positivistas dos poderes constituídos. Nada está totalmente correto e/ou exato, posto que, enquanto tudo se justifica, nada se explica. Há uma frase que transfere toda responsabilidade de competência ás dificuldades até então ignoradas. Logo em seguida, ouve-se: “muito foi feito, mas ainda há muito o que fazer”. Essa expressão é absurda quanto estúpida, dói os tímpanos ao ouvi-la. Alguém discorda?

O momento atual é de eleição. O tormento supostamente democrático, vai se alongar até o final das eleições. Quem vai ser eleito? Qual cidadão vai votar com a consciência de quem sabe o que está fazendo? Não chega a ser questões de vestibular, mas que são difíceis de responder, lá isso é. E tem mais: quantas abstinências, como saber quem é oposição e quem é situação? Eis aí um calo para a cabeça dos analistas políticos. Quem já está com a mão na massa, acredita que já está eleito. Por uma questão de analogia, a seleção brasileira de futebol foi desclassificada por excesso de otimismo, achar que era favorita e entrou em campo com o salto maior que o nariz. Deu no que deu.

O pior de tudo é que a grande maioria dos políticos que tentam a reeleição ou outro trono na vida pública, não imaginam o quanto deixaram de ser verdadeiramente humildes, se colocando no lugar do outro. Ao invés dos absurdos auxílios dos paletós para ficar nos plenários dos palácios, melhor seria irem par o campo ver e sentir a situação em que vive o cidadão, sua família, suas dificuldades. Por esse prisma, nem preciso ressaltar o “saber votar”, para não se desgastar com político eleito com passagens diplomáticas em gestão de propina e das votações, declaradamente, antipopulares.

O discurso deve ser revolucionário, alternativo, inovador e menos ríspido, para tentar conquistar o povo. É preciso discernimento para ver e ler, nos olhos do povo, quais são as suas necessidades e, se possível, honrar com lágrimas, se for o caso, o cumprimento do dever legislativo ou executivo, dependendo do cargo. Alguém vai se atrever a ser sincero e honesto a tal ponto? Pago pra ver.

O homem é produto do meio, já dizia o profeta. Nós humanos estamos imbuídos a navegar por esse mundo e, a priori, ter muita força de vontade e personalidade para não ser contaminado por essa imundice e tornar-se mais um ser desprezível. A luta é árdua, porém, a persistência de ser humilde pode e deve ser, inclusive, uma questão de fé num mundo melhor e mais humano.



* GILSON NUNES é jornalista

gnunes01@yahoo.com.br



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